Agosto Lilás no Hospital Universitário Antônio Pedro

No mês de Combate à Violência Contra a Mulher - maior na pandemia - instituição é referência no atendimento com o SOS Mulher

Por O Dia

Agosto Lilás é o Mês de Combate à Violência Contra a Mulher. Nesse contexto, programas de apoio e atendimento às mulheres se mostram fundamentais, ainda mais em momentos como o que estamos vivendo: o estado do Rio de Janeiro registrou aumento de 50% no número de casos no primeiro mês de isolamento social da pandemia de covid-19. O Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) é referência no atendimento a mulheres que sofreram algum tipo de violência, contando, desde 2002, com o SOS Mulher, que faz também o acompanhamento das vítimas.

O programa é apoiado pela Pró-reitoria de Extensão da UFF e vinculado a uma política pública do Governo Federal. O fluxo do atendimento é por demanda espontânea da mulher ou por encaminhamento de alguma outra instituição, como a DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), por exemplo. Hoje, não é uma condição que a mulher seja referenciada para que possa ser atendida. Caso tenha conhecimento do programa, pode buscar o hospital. Segundo a assistente social do HUAP, Leila Guidoreni, o SOS Mulher atende mulheres que sofreram qualquer tipo de violência, seja ela sexual ou doméstica:

- Porém, até pelo perfil do Antônio Pedro, a demanda maior é de violência sexual, que são os casos de estupro. Hoje, a mulher chega, faz o boletim na emergência e dali mesmo é direcionada para o local de atendimento, onde será acolhida pela equipe multiprofissional, que envolve assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, ginecologistas e farmacêuticos. Por conta do protocolo de violência sexual, logo os exames específicos e as medicações são iniciadas. Não há horário de atendimento certo, porque violência não tem hora para acontecer. A mulher pode chegar a qualquer momento e será recebida.

É essencial que as mulheres que sofrem alguma situação que envolva violência saibam para onde ir, não sendo julgadas, mas sim acolhidas de maneira humanizada. No caso do HUAP, a vítima terá uma equipe profissional junto com ela, desenvolvendo com toda competência possível esse atendimento. O acompanhamento da mulher é uma das partes mais importantes nesse processo de acolhimento.

Comentários