Também foram descobertas câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes Foto Enel/Divulgação
Operação conjunta da Enel com polícia remove "gatos" em redes de energia
Enel avalia que se não houvesse furto de energia, as tarifas de todos os consumidores poderiam ser reduzidas em cerca de 5%
São Francisco – Ligações clandestinas (popularmente conhecidas como ‘gatos’) de energia elétrica em três estabelecimentos comerciais, e 17 câmeras de monitoramento instaladas ilegalmente em postes da distribuidora foram removidas por equipes da Enel Distribuição Rio em São Francisco de Itabapoana (RJ), nesta sexta-feira (17).
Técnicos da empresa realizaram operação de combate às irregularidades no consumo de energia, acompanhados por peritos criminais, policiais civis da 147ª Delegacia de Polícia (147ª DP) e policiais militares do 8º Batalhão de Polícia Militar (8ºBPM). Foram constatadas ligações diretas na rede da distribuidora em dois bares e em uma loja de roupas.
Além do ‘furto de energia’, foram descobertas e removidas câmeras de videomonitoramento conectadas aos postes da Enel e que, segundo policiais, estariam sendo utilizadas pelo crime organizado para acompanhar a movimentação das forças de segurança e membros de facções rivais.
As ações em conjunto aconteceram na Ilha dos Mineiros, praia de Guaxindiba, centro da cidade e outras localidades do município. A Enel resume que três mulheres e um homem que estavam nos estabelecimentos foram presos, pagaram fiança e vão responder em liberdade pelo crime de furto de energia: “Furtar energia é crime e causa riscos e dificulta redução de até 5% no custo das tarifas”.
COMPROMETIMENTO - De acordo com a empresa, pela nova lei, se o crime envolver cabos de energia, telefonia, dados ou transporte ferroviário e metroviário, a pena pode subir para até oito anos: “Quem realiza ‘gato’ de energia também está sujeito ao pagamento dos valores correspondentes ao consumo não registrado durante o período da irregularidade”.
Além disso, a concessionária alerta que furto de energia compromete diretamente a qualidade do serviço prestado pela distribuidora e coloca em risco a segurança da população, especialmente de quem manipula a rede elétrica de forma clandestina: “As ligações irregulares podem causar curtos-circuitos e sobrecargas na rede, além de provocar interrupções no fornecimento de energia”.
No estado do Rio de Janeiro, a Enel Distribuição atende 66 municípios, abrangendo 73% do território estadual, com cobertura de uma área de 32.188 quilômetros quadrados. A maior concentração dos clientes, do total de três milhões, atendidos pela companhia, está na região metropolitana - de Niterói e São Gonçalo e nos municípios de Itaboraí e Magé.

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