Representantes da Secretaria de Saúde de São Francisco uniram forças com gestores da região norte Foto Ascom/Divulgação

Campos - Por eliminar a transmissão vertical do HIV de mãe para filho, alcançando uma taxa abaixo de 2%, o Brasil recebeu, recentemente, a certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS ). Trata-se de uma pauta que tem merecido atenção especial em vários municípios. Um deles é São Francisco de Itabapoana, que acaba de participar do Fórum Regional Norte Fluminense para o Enfrentamento do HIV/AIDS e da Transmissão Vertical.
O evento aconteceu nessa terça-feira (2) em Campos dos Goytacazes, no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), consolidado como um espaço estratégico para alinhar políticas públicas e definir compromissos coletivos. O principal propósito do encontro foi o desenvolvimento de metas conjuntas para erradicar a AIDS e a transmissão vertical do vírus.
O tema é tratado como prioridade máxima de saúde coletiva, com o Ministério da Saúde (MS) orientando que a pessoa que pode estar gestante deve realizar o teste para detectar a gravidez o mais precocemente possível nas unidades de saúde e iniciar logo o pré-natal. É importante também que as parcerias sexuais sejam testadas e tratadas.
De acordo com o MS, durante a gestação e o parto, infecções como a sífilis, hepatites B, C e as infecções causadas por HIV e HTLV podem ser transmitidas ao bebê. “O HIV e o HTLV também podem ser transmitidos durante a amamentação. O diagnóstico e o tratamento realizados durante a gestação previnem a transmissão e garantem a saúde do bebê”.
A Secretaria de Saúde de São Francisco de Itabapoana uniu forças com gestores da região no Fórum Regional, cujo propósito principal foi o desenvolvimento de metas conjuntas para erradicar a AIDS e a transmissão vertical do vírus — que ocorre de mãe para filho na gestação, parto ou amamentação —, tratando o tema como prioridade máxima de saúde coletiva.
UNINDO FORÇAS - A delegação sanfranciscana contou com a contribuição técnica de Dayana Albernaz, responsável pelo Programa Municipal de IST/AIDS, e de Thatyana Nascimento, enfermeira atuante na Clínica da Família. Ambas participaram ativamente dos debates, compartilhando dados e construindo intervenções regionais integradas.
Dayana Albernaz reforçou a relevância de fazer parte de uma articulação regional desse nível, apontando que a troca de experiências diretas com os municípios vizinhos abre caminhos para a implantação de ações práticas, eficientes e coordenadas para frear o avanço da doença e proteger os recém-nascidos.
Com a participação ativa nesse fórum, o município de São Francisco expos suas diretrizes assistenciais na rede local de saúde. A meta dos gestores participantes é modernizar os fluxos de diagnóstico precoce, garantir acesso contínuo aos tratamentos retrovirais e fortalecer as redes comunitárias de prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).