São Gonçalo: obra de Coletor de Tempo Seco está sendo realizada com equipamentos tecnológicos de ponta e equipe especializadaDivulgação/Águas do Rio
Obras da Águas do Rio vão beneficiar 130 mil pessoas na cidade
Mais saúde para a população e impactos positivos no meio ambiente fazem parte dos ganhos para os cidadãos. Coletor em Tempo Seco já impede que 3,5 milhões de litros de esgoto desaguem na Baía de Guanabara
São Gonçalo - Em curso desde o primeiro semestre de 2025, a obra de implantação do Coletor em Tempo Seco do São Gonçalo, vem mudando o cenário histórico de poluição no município, o segundo mais populoso do estado e que convive há décadas com deficiências na infraestrutura de esgotamento sanitário.
A iniciativa tem investimento de R$ 120 milhões da Águas do Rio, empresa do grupo Aegea Saneamento, e integra um conjunto de intervenções voltado à ampliação e à melhoria dos serviços de coleta e tratamento de esgoto na cidade. Tão logo esteja concluído, a previsão do término da obra é no segundo semestre de 2026, cerca de 130 mil pessoas serão beneficiadas. Essa iniciativa ressalta o compromisso da concessionária com a recuperação da Baía de Guanabara, considerado um dos maiores projetos ambientais da história do Brasil.
A primeira etapa do Coletor em Tempo Seco (CTS) no Rio Imboaçu foi entregue em novembro passado. Desde então, diariamente, 3,5 milhões de litros de água contaminada deixam de chegar à Baía de Guanabara. Outros quatro pontos de coleta serão instalados ainda ao longo deste ano.
A Coleta em Tempo Seco funciona interceptando o esgoto que corre irregularmente por rios e galerias pluviais, principalmente em períodos sem chuva. Por meio de pontos de captação instalados ao longo desses cursos d’água, esse fluxo é desviado para tratamento, evitando que o esgoto alcance corpos hídricos da cidade e, depois, a Baía de Guanabara.
Na prática, a estrutura já reduz de forma significativa a carga poluente lançada no ambiente, contribuindo para a recuperação gradual da baía e para a melhoria das condições sanitárias em São Gonçalo. A diminuição do despejo de esgoto sem tratamento também tem reflexos diretos na saúde pública, ajudando a reduzir riscos associados a enfermidades relacionadas à falta de saneamento, como gastroenterites, hepatite A e leptospirose.
O projeto do coletor inclui 5,6 quilômetros de rede e atende sete bairros do município: Venda da Cruz, Neves, Vila Lage, Porto da Madama, Paraíso, Patronato e Porto Velho. Desse total, aproximadamente, 60% das tubulações já foram instaladas.
Além da implantação da rede, o projeto contempla a revitalização e a ampliação das elevatórias Paul Leroux e Mário Quintão, em andamento, assim como a construção de duas novas estações de bombeamento, sendo uma no bairro Venda da Cruz e a outra no Vila Lage. A previsão é que todas as etapas sejam concluídas até o segundo semestre deste ano.
Para Diogo Freitas, diretor-executivo da Águas do Rio, a iniciativa representa um passo importante na transformação ambiental e urbana do município. “O avanço do saneamento em São Gonçalo representa exatamente o que acreditamos: obras que transformam o dia a dia das pessoas e ajudam a reconstruir a relação da cidade com seus rios e praias. Cada metro de rede instalado e levado para tratamento é um passo importante para devolver à Baía de Guanabara a vida que ela merece”.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.