São João de Meriti - A Prefeitura de São João de Meriti realizou nesta segunda-feira (28), um encontro da Política de Igualdade Racial (PIR) com foco no enfrentamento ao racismo e na promoção da saúde da população negra. Participaram autoridades de municípios da Baixada Fluminense como Nilópolis, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
A reunião foi marcada por debates sobre a democratização do acesso à saúde, estratégias de comunicação dos serviços existentes e temas como o avanço do autismo e da doença falciforme entre a população negra.
A coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras de Saúde e presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Meriti, Iyá Lúcia, destacou a importância do respeito às práticas religiosas nos espaços públicos.
“Falamos sobre a inclusão alimentar em escolas e hospitais para pessoas que seguem preceitos religiosos. O diálogo com as famílias é essencial para garantir respeito e segurança alimentar”, comentou.
A presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Meriti, Iyá LúciaGilberto Rocha/ PMSJM
O local do encontro, o Museu Marinheiro João Cândido, foi escolhido por sua forte simbologia. O espaço homenageia o líder da Revolta das Chibatas, referência de resistência e ancestralidade negra. Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Tião Pinheiro, o evento reforça o compromisso da cidade com políticas públicas antirracistas.
“É um encontro necessário, que debate racismo em suas diversas formas, seja religioso, estrutural, escolar. Em Meriti, igualdade racial é prioridade e reconhecida como boa prática pelo Ministério da Igualdade Racial”, frisou Tião.
O secretário de Cultura e Turismo, Tião PinheiroGilberto Rocha/ PMSJM
A Defensoria Pública também esteve presente com as defensoras Luciana Mota, coordenadora de Combate ao Racismo, e Mariana Pauzeiro, do Núcleo de Combate ao Racismo na Baixada Fluminense. Luciana enfatizou a importância da articulação regional.
“Nosso objetivo é reunir gestores da Baixada para discutir a implementação de políticas voltadas à equidade racial, especialmente na saúde”, contou Luciana. “Estamos de portas abertas para atender vítimas de racismo e intolerância religiosa. A população pode contar conosco”, complementou Mariana, reforçando o compromisso da Defensoria com o acolhimento.
As defensoras públicas Luciana Mota e Mariana Pauzeiro, enfatizaram a necessidade da articulação regional e políticas voltadas à equidade racial Gilberto Rocha/ PMSJM
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