Nintendo quer impulso para Wii U com novos jogos e plataforma de brinquedos

Os títulos incluem um jogo multijogador de atirador chamado Splatoon e o Super Smash Bros. A companhia revelou uma plataforma de brinquedos para o console, chamados Amiibo

Por bruno.dutra

O presidente da Nintendo Co., Satoru Iwata, deu na última terça-feira a mensagem mais clara já ouvida pelos jogadores sobre o futuro da companhia: não excluam ainda o Wii U. A Nintendo, ameaçada em se converter em perdedora no mercado de consoles de casa, anunciou meia dúzia de novos títulos para o Wii U em uma apresentação on-line na Electronic Entertainment Expo (E3) em Los Angeles.

Os títulos incluem um jogo multijogador de atirador chamado Splatoon e o Super Smash Bros. A companhia revelou uma plataforma de brinquedos para o console, chamados Amiibo, similares aos Skylanders da Activision Blizzard Inc. As ações da Nintendo caíram.

A criadora do Super Mario e do Zelda tem passado por dificuldades para revitalizar as vendas do Wii U após reveses como demoras para levar títulos cruciais às lojas. O jogo de carreiras Mario Kart 8 vendeu mais de 1,2 milhão de unidades globalmente durante o último fim de semana de maio, e a Nintendo conta com lançamentos na temporada do final do ano para impulsionar um console que muitos analistas esperavam que fosse excluído.

“Para melhorar as vendas do Wii U, a Nintendo precisa produzir títulos de sucesso”, disse Hideki Yasuda do Ace Research Institute, com sede em Tóquio. “Não está claro se os novos títulos desenvolvidos pela Nintendo venderão bem ou não”.

Brinquedos colecionáveis

O vídeo de apresentação da empresa fez piadas bem-humoradas de jogadores críticos e as misturou com batalhas no estilo ninja entre Iwata e o presidente da Nintendo America, Reggie Fils-Aime. A Nintendo disse que o Super Smash Bros. estará em HD no Wii U pela primeira vez, e que estreará no 3DS, ambos acontecimentos a tempo para a temporada do final do ano.

“A Nintendo significa invenção, reinvenção e de levar sua magia aos consumidores”, disse Fils-Aime em uma entrevista. A Nintendo, com sede em Kyoto, Japão, não tem planos para terminar a produção do Wii ou reduzir preços, disse ele.

A empresa também está entrando na categoria de brinquedos colecionáveis, de bilhões de dólares, com os Amiibos, figuras que os usuários colocam sobre o tablet GamePad do Wii U para fazer entrar um personagem do Nintendo a um jogo. Haverá cerca de 10 Amiibos por cada compra do Super Smash Bros, e mais até o final do ano, disse Fils- Aime. Ele não quis dizer quanto elas custarão.

No passado, a Nintendo chamava os Amiibos de Plataforma Nintendo de Figuras para o Wii U. De forma similar aos Skylanders da Activision e ao Infinity da Walt Disney Co., o sistema combina videogames com figuras colecionáveis.

Consoles rivais

Diferentemente dos outros, os personagens do mundo real da Nintendo funcionarão em vários jogos e não requerem um portal para permitir a comunicação sem fio entre a máquina e o brinquedo.

A Nintendo também mostrou o Splatoon. Este título, disponível a partir do ano que vem, permite a duas equipes de quatro jogadores assumirem o papel de lulas que podem se metamorfosear em humanos, atirando tinta de diferentes cores para conquistar um campo de batalha em partidas cronometradas.

No começo do ano que vem, a Nintendo planeja lançar um novo jogo do Zelda, um título chamado Xenoblade Chronicles X e um jogo de corrida do Mario que permite aos usuários criarem seus próprios cursos. Em janeiro, Iwata projetou uma perda anual para o ano finalizado em março e reduziu as previsões de vendas, conquanto tenha dito que ele não abandonará o foco duplo da Nintendo em hardware e software. Ontem, a empresa não fez referência a seus comentários anteriores sobre entrar no ramo da saúde com produtos novos.

A Nintendo está tentando convencer os varejistas de que seus consoles são viáveis e uma boa alternativa ao Xbox One da Microsoft Corp. e ao PlayStation 4 da Sony Corp., que têm funções similares, disse Fils-Aime. As vendas da Wii U no final do ano poderiam ser o fator decisivo para varejistas e desenvolvedores de jogos externos. “Eles têm que se desempenhar bem neste ano”, disse Yves Guillemot, CEO da Ubisoft

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