Vamos às compras

Desde a saudosa Booknet, criada em 1995, que o e-commerce é minha salvação. Até frutas e verduras chegam lá em casa graças a compras via web

Por bruno.dutra

Não por acaso, o comércio eletrônico brasileiro cresce ano após ano. No primeiro semestre de 2014, a receita chegou a R$ 16 bilhões, ou 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números estão sendo divulgados pela E-bit, que acompanha o e-commerce do país. Segundo o seu 30º relatório WebShoppers, deveremos chegar ao fim do ano com R$ 35 bilhões de faturamento, algo em torno de 21% mais do que no ano passado.

Bom ver que há gente nova experimentando esse mercadão. Durante os primeiros seis meses do ano, a parte brasileira da web ganhou cinco milhões de novos consumidores. Como se sabe, os internautas levam um bom tempo antes de se aventurar nas compras online. Gasta-se pelo menos um ano tateando, a ver se esse negócio é garantido mesmo. Depois que perde o medo, no entanto, a parceria é duradoura.

Tudo lindo, mas poderia ser bem melhor. A minha já considerável convivência com as lojas online só reiteram o que a gente já sabe no mundo real: ou tem muita gente de má-fé, ou tem muito incompetente solto por aí. Por isso, o mandamento número um, antes de você fechar qualquer compra na rede, é dar uma checada nas listas negras dos sites ‘problemáticos’, como a divulgada pelo Procon de São Paulo. Também vale, sempre, pesquisar com os próprios amigos.

Dependência química?

Muito estranho esse mundo centrado no Facebook. Sexta-feira passada, a rede social ficou fora do ar por algumas horas nos EUA e em alguns cantos da Ásia, da África e da Europa. Para muita gente, foi o caos. A situação foi tão grave que quase sobrecarregou o 911, central telefônica que recebe pedido de socorro lá nos EUA. A Polícia de Los Angeles, por exemplo, teve que se manifestar, pedindo calma aos facebuquianos e garantindo a eles que a suspensão da brincadeira não era uma ordem judicial. 

Acho muito delicada essa dependência. Ou não? Vale, aliás, um depoimento pessoal. Há uns dois meses apaguei do meu tablet o app do Facebook. Desde então, voltei aos livros e ando muito mais relaxado. É nítido o upgrade na qualidade de vida, digamos assim. Já não vejo tantos vídeos idiotas nem manifestações raivosas sobre a vida alheia.

Não tem iPhone que segure os Androids

Não tem iPhone, Windows Phone e muito menos BlackBerry. A turma dos Androids está batendo recordes. Agora mesmo, os embarques de smartphones com o sistema operacional chegaram a 84,6% do total, segundo a consultoria Strategy Analytics. Foram 249,6 milhões smartphones embarcados no segundo trimestre, contra ‘apenas’ 35,2 milhões de iPhones.

O aparelho da Apple ficou com 11,9% durante o último trimestre. No mesmo período do ano passado, estava em 13,4%. Trata-se de um velho ‘problema’. Quando o consumidor ‘classe A’ já está totalmente atendido, fica difícil crescer mantendo-se o mesmo preço. Foi o caso, por exemplo, da RIM, com o seu BlackBerry.

A teimosia da liderança não os deixou perceber que era necessário criar alternativas para a grande massa — que, afinal, sustenta a indústria. Hoje, China, Índia, África e América Latina querem aparelhos de baixo custo. Ou de telas grandes, com mais de cinco polegadas, como os que a Apple ainda não lançou. Mas é uma questão de tempo. E tomara que não seja tão tarde.

Abertas inscrições para estágio na IBM

O Programa de Estágio da IBM está com as inscrições abertas para universitários a partir do terceiro semestre em diversos cursos de graduação. As inscrições são feitas em https://jobs3.netmedia1.com/ cp/faces/job_summary?job_id=S_D-0679093. Boa sorte.



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