Por monica.lima
A reforma do espaço custou R%24 47%2C5 milhões e incluiu a execução de um novo projeto de acústicaDivulgação

Depois de passar por uma reforma cuidadosa durante quatro anos, a Sala Cecília Meireles foi reinaugurada no início deste mês. A obra, que promoveu a modernização de seu interior, é considerada a maior pela qual a sala já passou. Construído originalmente como um hotel, com o nome de Grande Hotel da Lapa, no final do século XIX, o edifício foi transformado no Cine Colonial, nos anos 1940. Mas somente duas décadas mais tarde, o antigo cinema deu lugar à atual  Sala Cecília Meireles. “Nenhuma das reformas feitas no espaço foram tão profundas quanto a última. Por isso, acredito que esses quatro anos foram necessários . Com as obras, não há uma coluna que não tenha sido reforçada”, afirma o diretor da Sala, João Guilherme Ripper. Após reabertura, com o intuito de atender a diferentes públicos além da música de concerto, a programação da Sala Cecília Meireles torna-se ainda mais variada, indo da música medieval à contemporânea, passando pelo jazz. Antes do recesso para as festas de fim de ano, o pianista Jean Louis Steuerman convida ao palco da Sala o violoncelista Hugo Pilger hoje. No sábado e domingo, a série “Ópera na Sala” apresenta a estreia nacional das produções de câmara “O Telefone”, de Giancarlo Menotti, e “O Perigo da Arte”, de Tim Rescala. E, na segunda, a pianista ucraniana Valentina Lisitsa encerra com muito charme a programação de 2014.

A reforma, que transformou a Sala Cecília Meireles — localizada na Lapa, no centro do Rio de Janeiro — no mais moderno espaço de música do país, custou R$ 47,5 milhões e incluiu a restauração das fachadas, o reforço de toda a estrutura do prédio e a execução de um novo projeto de acústica. “O espaço está mais acessível e confortável para que mais pessoas possam frequentar. Após as obras, ela se tornou o mais moderno espaço de música do país”, garante João Guilherme Ripper.

O projeto acústico da Sala foi feito por José Nepomuceno, diretor do escritório Acústica & Sonica, e promoveu um importante aprimoramento.“A acústica da Sala sempre foi muito boa, mas ela era muito brilhante e um pouquinho seca, com uma reverberação um pouco menor do que se desejava. Havia uma pequena perda dos graves. O grande vilão era um painel plissado que existia nas laterais, que era muito fino, não era afixado diretamente na parede e não funcionava como deveria” explica o diretor da Sala.
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Com as obras, o espaço está pronto para receber a programação variada que pretende movimentar seus palcos no próximo ano. Antes do recesso do fim de ano, os espetáculos finais das séries “Música de Câmara” e “Ópera na Sala” encerram as atividades de 2014.
Sexta-feira, a partir das 20h, o pianista Jean Louis Steuerman convida o violoncelista Hugo Pilger, primeiro violoncelo da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), integrante do Quarteto Radamés Gnattali. No programa, as “Bachianas nº 4”, de Villa-Lobos, a “Balada nº 1 em sol menor, opus 23”, de Chopin, e a “Sonata para violoncelo e piano” de Richard Strauss — raramente ouvida nos palcos brasileiros.
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No sábado, às 20h, e no domingo, às 17h, a série “Ópera na Sala” traz a estreia nacional das produções de câmara “O Telefone”, de Giancarlo Menotti, e “O Perigo da Arte”, de Tim Rescala, escrita em 2013, em programa duplo com a Orquestra Sinfônica Brasileira. O projeto tem como objetivo apresentar óperas do repertório nacional.
Na segunda, Valentina Lisitsa se apresenta na “Série Piano Master”. Após as festas de fim de ano, o espaço reabre no dia 9 de janeiro e, pela primeira vez, passa a funcionar o ano inteiro, sem fechar durante o verão. Mariana Pitasse (mariana.pitasse@brasileconomico.com.br)
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Exposição inédita leva Rembrandt ao Rio
Um dos maiores nomes das artes em todos os tempos, o holandês Rembrandt Van Rijn dedicou boa parte de sua vida à criação de gravuras. Ao todo, produziu 290 obras nas diferentes modalidades desse gênero. E 78 delas podem ser vistas na exposição “Rembrandt e a Figura Bíblica”, no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro.
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O acervo exposto pertence ao Museu Zorn, da cidade de Mora, na Suécia. O museu foi criado pelo artista Anders Zorn (1860-1920), que foi grande colecionador de gravuras de Rembrandt e adquiriu 180 delas. Segundo o curador da mostra, Fernando Spaziani, é a primeira vez que o acervo deixa a Suécia.“Trazer ao Brasil um acervo desta importância representa a possibilidade de mostrar à nossa população um trabalho excepcional, que atravessou o tempo, sendo absolutamente relevante para a contemporaneidade”, afirma o curador.
A exposição está dividida em dois módulos. O primeiro, ilustrado com gravuras em diversos temas, é dedicado a uma cronologia da vida e da obra de Rembrandt. O artista viveu em uma Holanda recém-libertada da Espanha, convertida ao protestantismo, em um momento de grande crescimento econômico.No segundo módulo estão gravuras com temas bíblicos e religiosos, que são o destaque da exposição, com 52 obras.
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ONDE CONFERIR

A mostra permanece até 22/02, de terça-feira a domingo, das 12h às 19h. O Centro Cultural Correios fica na Rua Visconde de Itaboraí, no centro do Rio.
Estreia do filme “A Entrevista” é cancelada pela Sony
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Cineastas e atores de Hollywood expressaram indignação ontem após a Sony Pictures ter cancelado o lançamento da comédia “A Entrevista”, por causa de ameaças feitas por hackers que recentemente fizeram um grande ciberataque contra a companhia.
A Sony disse que não tem mais planos para lançar o filme internacionalmente, inclusive como vídeo on-demand.
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Os atores Ben Stiller, Steve Carell, Rob Lowe, o apresentador Jimmy Kimmel e o cineasta Judd Apatow, todos amigos dos atores principais de “A Entrevista”, Seth Rogen e James Franco, criticaram a decisão tomada pelas redes de cinema, que adiaram a exibição do longa, e pela Sony.
Lowe, que faz uma ponta no filme, tuitou: “Nossa. Todo mudo cedeu. Os hackers venceram. Uma vitória total e completa para eles.”
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O filme satírico conta a história de um apresentador de TV (Franco) e seu produtor (Rogen) que conseguem uma entrevista com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e são recrutados pela CIA para assassiná-lo. Kimmel, pelo Twitter, chamou a decisão de “um ato antiamericano de covardia que valida ações terroristas e estabelece um terrível precedente”. Stiller classificou o cancelamento como uma “ameaça à liberdade de expressão”. Com Reuters
NOTAS
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Colômbia terá cédulas com García Márquez
O Banco Central da Colômbia vai imprimir cédulas para homenagear Gabriel García Márquez, que faleceu em abril deste ano. Até agora, as cédulas de peso colombiano só traziam imagens de importantes nomes da luta pela independência do século XIX.
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Waldemar Cordeiro em cartaz no Paço Imperial
Após receber o Prêmio APCA de melhor exposição de 2013, “Waldemar Cordeiro: Fantasia exata” segue para itinerância inédita no Paço Imperial, no Rio. Com curadoria de Fernando Cocchiarale e Arlindo Machado, a mostra fica em cartaz até 1º de março de 2015.
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Últimas apresentações de ‘Poeira e Água’
As últimas apresentações da peça “Poeira e Água”, da Renato Vieira Cia de Dança, acontecem até domingo no Teatro Cacilda Becker, no Rio. Inspirada em representações simbólicas do Tempo, a montagem foi criada por Renato Vieira e Bruno Cezario.
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