Por monica.lima
Queijos cremosos e gordurosos pedem vinhos mais ácidos como os brancos e rosésDivulgação

Com o friozinho do inverno, a tradição dos queijos e vinhos retorna, e para não errar na harmonização, a Além da Taça consultou vários chefs e sommeliers.

Os queijos mais duros e salgados vão bem com tintos mais encorpados. “Pode ser um Côte Rôtie ou syrah”, sugere Ricardo Farias, presidente da ABS-Rio. Já os queijos cremosos e gordurosos pedem vinhos mais ácidos como os brancos e rosés. “O queijo brie, por exemplo, combina com vinhos da uva chardonnay. Já o de cabra, fica melhor com vinhos sauvignon blanc ou outras uvas aromáticas, como a moscato ou torrontés”, ensina Airton Aragão, chef executivo do Cavist. Agora, se a sua pedida for um roquefort ou um gorgonzola, nada casará melhor do que um bom Sauterne. Ele é doce, frutado e combina perfeitamente com o toque amargo desses queijos. “Os vinhos brancos são mais minerais, têm uma acidez mais floral, e por isso acompanham melhor do que vinhos tintos”, explica o chef Pascal Jolly, do Chez L’Ami Martin. Já na opinião do sommelier Dionísio Chaves, do Duo, os tintos também têm sua vez. “Os populares brie e camembert podem se sair muito bem com vinhos brancos estruturados, mas prefiro acompanhá-los com os tintos, especialmente com um pinot noir ou um nebbiolo do Piemonte. Um exemplo de bom rótulo é o Robert Mondavi Privete Selection Pinot Noir”, conta Dionísio. Mas quando a tábua de queijos é francesa, a sommelière do Térèze, Livia Guerrante, prefere os brancos. “Sugerimos sempre um branco do Loire, Sancerre do Guy Saget, ou até mesmo o Pouilly-Fumé Mademoiselle de T, vinho mais querido da nossa carta de brancos”, diz Livia.

OUTROS COPOS

Malte raro

O site de leilões Superbid se prepara para leiloar uma garrafa do Johnnie Walker Blue Label série 1805. O rótulo, limitado a apenas 200 garrafas, foi lançado há dez anos em comemoração ao bicentenário de nascimento do fundador da marca. A garrafa é decorada com o busto em ouro de Sir John Walker e vem em um estojo de radica estilo escrivaninha de viagem do século XIX, com chave e réplicas da caneta de pena e da caderneta utilizadas por ele para registrar a fórmula da bebida. O lance inicial é de R$ 60 mil.

Vinho orgânico

A Bottega del Vino, do premiado sommelier e sócio Dionísio Chaves, acaba de lançar uma carta de vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. São 20 rótulos, elaborados a partir de práticas saudáveis nos vinhedos, sem uso de pesticidas e herbicidas e, nos biodinâmicos, com técnicas ancestrais, que levam em conta até as fases da lua. Merecem destaque o espumante Sebastien Brunet Lê Naturel e o tinto Gulfi Nerojbleo.

Harmonização online

A Baden Baden completa 15 anos e para comemorar acaba de lançar o site www.experienciagourmet.com.br. Nele é possível encontrar a cerveja ideal para acompanhar um prato. Existem pratos sugeridos, mas também o internauta pode criar sua receita e descobrir qual cerveja combina com ela. Além do site, foi lançado o rótulo Baden Baden Helles Bock. Feita com lúpulo brasileiro, ela tem notas de malte caramelo, amêndoas e marzipã e um leve toque floral. O sabor é aveludado, com a presença de malte caramelizado e uma leve doçura, bem equilibrado com o amargor característico do estilo. Harmoniza com carne suína e queijos Gouda, Gruyère e Grana Padano.
A temperatura ideal de consumo é de 6°C.

Oriental no Brasil

A rede de restaurantes asiáticos P. F. Changs investiu R$ 7 milhões para abrir, no sábado, sua primeira loja no Brasil. Ela ficará no CasaShopping, no Rio, e no mês que vem, outra será aberta em São Paulo. O destaque, além dos 70 pratos do cardápio, a maioria opções quentes preparadas em woks, são os drinques. Eles têm uma pegada oriental como o Sichuan Mary, uma versão do Bloody Mary feita com vodca, suco de limão e tomate, molho de pimenta tailandesa Sriracha, shoyo e molho inglês.

Sabores do Vêneto

O chef Massimo Torresan, do restaurante Fratelli, criou um menu de inverno inspirado em sua terra natal, o Vêneto. Para harmonizar com os pratos, o chef escolheu dois vinhos da região. O Pinot Grigio Allegrini vai bem com a polenta branca com lula, que é uma das entradas do novo cardápio. E o Palazzo della Torre acompanha o risoto de radicchio com escargot. A adega do Fratelli já é uma referência. No Leblon, são 1.400 garrafas com oferta de 138 rótulos de nove países. Na Barra da Tijuca, se pode jantar dentro da adega, cercado de 2 mil garrafas, com mais de 265 rótulos de 14 países.

Sangria do Hulk

Com a classificação da Seleção Brasileira para as quartas de final, o chef Tande Bittencourt, do Restô Ipanema, batizou a nova sangria da casa de Sangria do Hulk. Em homenagem ao jogador, a bebida é preparada com saquê, suco de limão, gengibre macerado e rodelas de pepino.

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