Suspeitos presos na investigação do assassinato do policial civilDivulgação/Polícia Civil

Angra os Reis - A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 166ª Delegacia de Polícia (Angra dos Reis), efetuou a prisão preventiva de três homens investigados por envolvimento no atentado que matou o inspetor lotado na 166ª, Élber Fares, de 50 anos, no dia 31 de agosto do ano passado. Foram presos, nesta sexta-feira (28), Igor da Silva Moreira, de 44 anos; Effer A. Falcão, de 38; e Pedro Paulo Ribeiro Castor, de 43.
 
A cada prisão dos suspeitos, colegas lotados na 166ª DP estampam cartaz do amigo morto pelo crime organizado - Divulgação/Polícia Civil
A cada prisão dos suspeitos, colegas lotados na 166ª DP estampam cartaz do amigo morto pelo crime organizadoDivulgação/Polícia Civil
O policial que atuava na inteligência da unidade, foi executo na frente o filho de 10 anos, sem chances de defesa, quando saíam da igreja evangélica, no bairro Balneário, em Angra dos Reis.
A ação foi denominada Operação Legado e Honra. Segundo a Polícia Civil, o nome faz referência ao legado deixado pelo inspetor Elber Fares, cujo trabalho de inteligência contribuiu para o combate ao crime organizado em Angra dos Reis, e à determinação da instituição de responsabilizar os envolvidos em ataques contra agentes públicos.
 
Suspeito envolvido no assassinato do policial civil - Divulgação/Polícia Civil
Suspeito envolvido no assassinato do policial civilDivulgação/Polícia Civil
De acordo com as investigações, cada suspeito tinha sua função no bando orquestrado para executar o agente.  Igor teria atuado como financiador e responsável pelo suporte bélico do grupo. Ele teria realizado uma transferência de R$ 3 mil via Pix para a aquisição do veículo utilizado na ação. A polícia também investiga a suspeita de que ele tenha fornecido armamentos para integrantes do tráfico local.
Effer, conhecido como "Effinho", é apontado como responsável pelo monitoramento da vítima. Conforme a investigação, ele teria permanecido nas proximidades da Igreja Reconciliação, transmitindo informações sobre a movimentação da vítima e, posteriormente, auxiliado na fuga do executor e na ocultação da arma utilizada no crime.
Já Pedro Paulo teria participado como condutor de apoio. Segundo a polícia, ele dirigiu um Fiat Palio azul usado para transportar Effer até o local do monitoramento e, depois, teria aguardado em um ponto estratégico da Rodovia Rio-Santos para auxiliar na fuga do executor.
O quarto investigado, segundo a polícia, é Raian Faria Rezende que continua foragido. Ele é apontado como recrutador e operador logístico da ação, sendo suspeito de providenciar o veículo clonado e recrutar os demais envolvidos. A Polícia Civil afirma ter indícios de que ele esteja escondido no Complexo da Penha, na capital fluminense.
Investigados mortos em confrontos
Durante o curso das investigações, outros dois suspeitos apontados pela polícia como integrantes da organização criminosa morreram em confrontos com agentes. Pablo Miguel Rodrigues Pereira, conhecido como "Bigode", apontado como liderança do tráfico na região e mandante das ações, morreu durante uma troca de tiros com policiais da 166ª DP. Segundo a corporação, uma pistola registrada em nome de Igor foi apreendida com ele.
Erivelte de Souza Oliveira Júnior, o "Veltinho", é apontado como executor direto do atentado contra o inspetor Elber Fares. Conforme a Polícia Civil, ele teria efetuado disparos contra os agentes durante uma tentativa de fuga e atingido um policial, que não sofreu ferimentos graves por estar utilizando colete balístico. O suspeito morreu durante o confronto.
As diligências continuam para localizar e prender Raian Faria Rezende. A Polícia Civil informou que as operações em campo permanecem em andamento e quem tiver informações sobre este caso e outros podem encaminhar Denúncias anônimas ao telefone 0300-253-1177. O sigilo é garantido.
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