Ibaneis oferece apoio da Polícia Civil do DF ao estado fluminenseFabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), defendeu, na manhã desta quinta-feira (30), a atuação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, realizada nesta terça-feira (28) e que deixou 121 mortos.
"Infelizmente o RJ vive uma situação bastante complicada, e não é de agora, então não adianta querer culpar o governador Cláudio Castro. Sabemos que o Brasil não produz drogas, nós não produzimos armamento, então tudo isso está vindo de fora. Nós temos que ter um acompanhamento das fronteiras bem maior, acompanhamento de portos e aeroportos cada vez maior, e isso é obrigação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que eu admiro muito pelo trabalho que fazem", disse o governador do DF.
Ainda segundo o governador, a vice-governadora Celina Leão (PP) o representará no encontro com Cláudio Castro.
"A estrutura do combate ao crime organizado nas favelas é totalmente diferente daqui de Brasília. Nós temos a nossa Polícia Civil extremamente equipada na parte de inteligência, na parte de perícias e tudo isso nós vamos colocar à disposição do governo do Rio de Janeiro. A vice-governadora [Celina Leão (PP)] está indo nos representar no encontro com o governador Cláudio Castro", afirmou Ibaneis.
Megaoperação
A megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha já registrou 121 mortos. A informação foi divulgada em coletiva na Cidade da Polícia, nesta quarta-feira (29). A ação já havia se tornado a mais letal do estado e, com os dados, virou a maior da história do Brasil. Segundo o balanço das forças de segurança, 58 pessoas morreram nesta terça-feira (28), dia da operação. Entre elas estavam 54 suspeitos e quatro policiais.

Nesta quarta, 63 corpos já foram encontrados em uma área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde aconteceram os principais confrontos entre as forças de segurança e traficantes. Moradores levaram todos os cadáveres até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha. O número de óbitos oficiais ainda pode crescer, pois as buscas continuam na região.