Vendaval, que chegou a 98 km/h, é efeito de um ciclone extratropical formado no sul do País Divulgação
Segundo a entidade, 5 mil estabelecimentos foram afetados, incluindo locais na capital paulista, nos municípios da região do ABC, em Osasco, Itapecerica da Serra e em parte do interior. Os danos incluem perdas de alimentos, equipamentos e clientes.
Veja o que a Defesa Civil prevê para os próximos dias
- Sábado: a instabilidade será mais intensa nas regiões sul, central e leste do Estado, onde são esperados os maiores acumulados de chuva. Com a chuva constante, aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis;
- Domingo: a frente fria deve permanecer parada no litoral, mantendo o tempo fechado e a chuva frequente ao longo do dia. Os volumes tendem a subir gradualmente, deixando o solo encharcado. O risco de alagamentos e deslizamentos fica maior, especialmente em municípios mais suscetíveis. A orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil;
- Segunda-feira: a frente fria começa a avançar lentamente em direção ao Rio de Janeiro, mas ainda mantém chuva persistente em várias regiões do Estado. Os acumulados de chuva continuam aumentando e o solo permanece bastante úmido. O risco de transtornos segue elevado, exigindo atenção redobrada de quem vive em áreas sujeitas a deslizamentos ou pontos de alagamento;
- Terça-feira: a frente fria continua avançando para o Rio de Janeiro e favorece a entrada de ventos úmidos do mar. Essa circulação mantém a chuva na faixa leste do Estado, com acumulados em aumento. Como o solo já estará saturado pelos dias anteriores, o risco de transtornos generalizados, como deslizamentos, por exemplo, se torna ainda mais alto.
Defesa Civil também lista as regiões do Estado com maiores riscos
- Muito altos
- Regiões de Presidente Prudente e Marília
- Regiões de Campinas e Sorocaba
- Regiões de Itapeva e Registro
Acumulados altos
- Baixada Santista
- Vale do Paraíba
- Serra da Mantiqueira
- Litoral Norte
- Região Metropolitana de São Paulo
- Região de Ribeirão Preto
- Região de Franca
- Região de Barretos
Acumulados médios
- Regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba
Ultimato da Justiça de SP
A Justiça de São Paulo acolheu na sexta-feira, 12, uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e determinou que a Enel restabeleça, em até 12 horas, a energia elétrica para os imóveis ainda afetados pelo apagão.
Em caso de não cumprimento da decisão, a Enel será penalizada com uma multa de R$ 200 mil por hora.
O blecaute se iniciou na última terça, 9, mas se intensificou na quarta, 10, após a passagem de fortes ventos pela capital e pela região metropolitana. Mais de 2,2 milhões de clientes chegaram a ficar no escuro e, até esta sexta, o problema persistia para cerca de 700 mil unidades.
A Enel, responsável pela distribuição de energia na Grande SP, informou em nota que a empresa ainda não foi intimada da decisão e que a concessionária trabalha de "maneira ininterrupta para restabelecer o fornecimento de energia ao restante da população que foi afetada pelo evento climático".
O vendaval, que chegou a 98 km/h, é efeito de um ciclone extratropical formado no sul do País e que avançou em direção à região Sudeste. Os ventos afetaram as operações nos aeroportos, que somaram centenas de voos cancelados.
O Corpo de Bombeiros registrou mais de 1,4 mil chamados para queda de árvore só na quarta-feira (10), na região metropolitana; e a Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, informou que a falta de energia compromete o bombeamento de água e a distribuição do recurso para as residências.

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