Turistas foram agredidos por comerciantes em praia de Porto de GalinhasReprodução / Redes Sociais
O personal trainer Johnny Andrade e o companheiro, Cleiton Zanatta, relataram que as agressões começaram depois que questionaram o valor cobrado pelo aluguel de barracas e cadeiras.
"Quando fomos pagar a conta, o valor cobrado era outro, quase o dobro. Nós questionamos e eu falei: 'Cara, não foi esse o valor que você havia combinado com a gente'. Eu disse que não pagaria e que pagaria apenas o que havia sido combinado. Ele afirmou que pagaríamos, sim, aquele valor, pegou uma cadeira e a jogou em mim. Tentei me defender, mas fui jogado no chão", disse Johnny nas redes sociais.
Segundo o casal, na sequência, cerca de 15 pessoas partiram para cima deles e iniciaram as agressões. Em meio à confusão, os dois avistaram um salva-vidas e conseguiram fugir correndo. Ainda assim, afirmam que não receberam ajuda imediata de outras pessoas que estavam no local.
"Todo mundo filmando, mas ninguém nos ajudou. Até que o Corpo de Bombeiros nos colocou em cima do carro deles, mas, não contentes, continuaram nos agredindo e jogando areia no nosso rosto. Graças a Deus e ao salva-vidas conseguimos sair, porque, se não fossem eles, estaríamos mortos. Foi um massacre, um ato de atrocidade", relataram.
De acordo com a dupla, após as agressões, a equipe de salva-vidas os levaram até a delegacia de Porto de Galinhas. No entanto, devido aos ferimentos, eles foram orientados a buscar atendimento médico antes de prestar depoimento. Como não havia ambulância disponível para o transporte, precisaram se deslocar por meio de aplicativo até um hospital de Porto de Galinhas.
Segundo a governadora, a Secretaria de Defesa Social vai tomar todas as providências possíveis contra os agressores.
"Porto de Galinhas é um lugar que todo pernambucano tem no coração, é o quarto maior destino turístico do Brasil e o que aconteceu é absolutamente inadmissível", disse.

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