Ministro Alexandre de Moraes vetou a visita do sogro de BolsonaroRosinei Coutinho/STF
Na última semana, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenar a trama da tentativa de golpe de Estado.
Na decisão publicada nesta manhã, Moraes justificou que o apenado não pode receber visitas extras, mesmo estando em um hospital, e não em uma unidade prisional, o que geraria um regime excepcional de custódia. O motivo é a “necessidade de garantir a segurança e a disciplina”.
“No caso concreto, o apenado encontra-se internado em unidade hospitalar, circunstância que impõe regime excepcional de custódia, distinto daquele existente no estabelecimento prisional, submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas. Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado.”
Internado no Hospital DF Star desde o dia 24, o ex-presidente passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e, também, realizou outros três procedimentos para tentar conter crises persistentes de soluços, por meio do bloqueio do nervo frênico — responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração.
Visitas autorizadas
O ministro também autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça no hospital como acompanhante de Jair Bolsonaro durante todo o período de internação, para recuperação cirúrgica do cônjuge.
O último boletim médico, no início da noite de terça, não cita previsão de alta do ex-presidente, que segue em cuidados pós-operatórios.
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