Deputada federal Érika Hilton (PSOL) Reprodução/ redes sociais

A deputada federal Érika Hilton (PSOL) voltou a criticar, na noite desta quinta-feira (23), a mobilização liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG), que reúne parlamentares em uma caminhada de Minas Gerais a Brasília em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.
Em uma série de vídeos, Érika ressalta que o ato ocorre sem autorização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e que a ocupação de rodovias colocaria motoristas em risco. 
"Tem um bando de vagabund*, com o perdão da palavra, mas que não tem outro termo, (...) fazendo uma caminhada em prol de criminosos, de bandidos que já tiveram o seu processo tramitado, em trânsito em julgado, estão condenados, respondendo por seus crimes. Estão ocupando as ruas deputados, senadores, que são pagos para trabalhar em prol da população", disse.
"A gente sabe que essa gente nunca trabalhou em prol da população. Sempre trabalhou, quando trabalha, em benefício próprio e interesse dos seus amigos", frisou.
A deputada ainda questionou: "Isso não dá vergonha alheia? Se a cara não arde, num queima? Quando eu vejo uma ou outra imagem dessa pataquada, dessa caminhada pela liberdade de bandidos, criminosos que atentaram contra a democracia, faz sentido gente?".
Segundo ela, os parlamentares envolvidos nesse tipo de iniciativa deveriam concentrar esforços em pautas como direitos trabalhistas, proteção às mulheres e a melhoria das condições de vida da população.
"Essa gente está cagand*, com o perdão da palavra, para essas pautas e está tendo a pachorra de ocupar as vias do país para defender um bando de gente bandida, que tramou matar presidente, ministro. Essa é a extrema-direita: um bando de gente não gosta de trabalhar; quando trabalha, é só para se beneficiar; vive de fake news, de factóide, de criação de narrativa, de ataque, mentira, ódio e agora criaram mais esse factóide para ver se consegue chamar um pouco de atenção, mas estão passando vergonha", acrescentou.
Érika Hilton encerra afirmando que quem atenta contra o Brasil, fazendo menção aos condenados pela trama golpista, devem ficar presos na Papudinha, unidade que fica dentro do complexo penitenciário da Papuda, local onde Bolsonaro cumpre pena.
"As poucas coisas que passam por mim dessa ciranda é assim: vergonhosa, de queimar a cara. Vão caçar o que fazer. o Brasil está cheio de demanda. O Brasil já está acordado, e quem atentar contra ele vai lá para a Papudinha, que é lugar de bandido", concluiu.
Nikolas percorre um trajeto de 240 quilômetros a pé junto a parlamentares e apoiadores, como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente, no âmbito do inquérito sobre a trama golpista. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão.