Haddad anunciou pré-candidatura ao governo de São Paulo nesta quinta-feira (19) ROBERTO SUNGI / ATO PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO

O pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo Fernando Haddad disse nesta sexta-feira, 20, ter toda condição de vencer as eleições no Estado na disputa com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Haddad fez essa afirmação em coletiva de imprensa, ao ser perguntado sobre o que o leva a achar que pode derrotar um governador que tem alta aprovação da população, especialmente no interior do Estado. Ele admitiu que por algum tempo chegou a pensar dessa forma, mas que agora acredita que pode vencer Tarcísio por estar vendo pontos de vulnerabilidades na atual gestão paulista.

Entre as fragilidades do governo Tarcísio, o ex-ministro citou como exemplo a Educação, onde diz ver muita fragilidade. Haddad citou também ausência de representatividade de São Paulo no Senado.

"Ninguém conhece os atuais senadores de São Paulo. Eles não têm presença", criticou Haddad sem citar os nomes dos atuais senadores por São Paulo.
Combustíveis 
Ao falar sobre economia, o agora ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad disse que o governo federal atuou corretamente sobre os combustíveis até aqui. "Estamos vivendo um momento dramático promovido pelos Estados Unidos. Avalio que a guerra foi outro tiro no pé dos Estados Unidos. Antes houve o tarifaço", afirmou, emendando que o Brasil soube operar muito bem politicamente com o governo norte-americano sobre o tarifaço

O governo federal implementou nos últimos dias mediadas que visam a conter aumentos nos preços dos combustíveis em decorrência da alta no preço do petróleo por conta da guerra no Irã. As medidas focam na isenção de tributos federais sobre o diesel e propondo a redução do ICMS estadual.

Sobre o aumento dos combustíveis, Haddad disse que o governo Lula pode arcar com 50% do ICMS dos Estados. "Haverá aumento da arrecadação de royalties de petróleo e vai ajudar os Estados", destacou.

De acordo com Haddad, só houve aumento do diesel na Petrobras, mas que foi compensado pela isenção do PIS/Cofins.
Campanha
Haddad disse que gostaria que o debate na campanha transcorra em alto nível e leve, com os candidatos se pautando por ideias que o Estado de São Paulo precisa e merece.

Ele começou entrevista coletiva dizendo que a campanha passada foi elogiada pelo alto nível dos debates, não só por parte dele, mas também por seus oponentes, que trouxeram temas de relevância para São Paulo, sem ataques gratuitos e fake news.

Haddad disse ainda esperar que o bom nível da campanha em São Paulo, que ele aguarda ser de altíssimo nível, seja extrapolada para a campanha nacional, pois em São Paulo residem 20% do eleitorado brasileiro.

"Não vamos fugir do debate intelectual, do debate de ideias e de projetos para São Paulo. Espero que o debate em São Paul possa manter o patamar, inclusive com repercussão nacional. Vamos fazer um debate leve, mas pautado por ideias e críticas construtivas", pontuou.

Haddad foi perguntado sobre quem seria seu vice na corrida ao Palácio dos Bandeirantes e sobre quem seriam os candidatos do governo ao Senado, disse que ainda pretende realizar conversa com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva, os quais chamou de amigos.

"Evitei conversar com forças políticas do nosso campo ate consolidar a pré-candidatura", disse.

Haddad concede entrevista coletiva a manhã desta sexta, em São Paulo, onde conversa com jornalistas para afirmar sua pré-candidatura e fazer um balanço de sua gestão frente ao ministério da Fazenda. Ele disse que pretende manter uma relação leve e direta com a imprensa e que estará aberto aos jornalistas para esclarecer dúvida e combater a propagação de notícias falsas, muito comum nas campanhas eleitorais.
*Com informações do Estadão Conteúdo