Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)AFP
A detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, mas o nome dele já estava na lista de difusão vermelha da Interpol, como foragido internacional.
Ramagem ingressou na Polícia Federal (PF) em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança do ex-mandatário após o atentado a faca em Juiz de Fora, durante a campanha de 2018.
Sua gestão foi alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”. Segundo a PF, a Abin teria realizado 33 mil rastreamentos ilegais, incluindo o monitoramento de Alexandre de Moraes.
Durante a investigação, o ex-deputado proibido pelo ministro de sair do país e teve que entregar todos os passaportes, nacionais e estrangeiros.
Em 2020, Jair Bolsonaro tentou indicá-lo para o cargo de diretor-geral da PF, mas a nomeação foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. A decisão levou em conta, entre outros fatores, a relação próxima dele com a família do então presidente.
Dois anos depois, em 2022, ele foi eleito deputado federal pelo PL, com cerca de 59 mil votos. Já em 2024, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro e ficou em segundo lugar, com aproximadamente 30% dos votos. Na ocasião, Eduardo Paes, do PSD, foi reeleito.
A Casa também informou que o deputado apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro a 12 de dezembro.
O governo dos EUA vinha resistindo a cumprir outras ordens de Moraes para extraditar aliados do ex-presidente que fugiram aos EUA, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido desde 2021.
Alexandre Ramagem: ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal (PL-RJ), foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os ministros também decidiram pela perda de seu mandato parlamentar
Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi condenado a 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe e outros crimes.
Augusto Heleno: o general foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe de Estado.
Almir Garnier: ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, por tentativa de golpe.
Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção.
Walter Braga Netto: o general foi condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Mauro Cid: tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a 2 anos em regime aberto. Como delator da ação penal relacionada à trama golpista, recebeu pena reduzida.

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