O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (15), a abertura de um inquérito policial para investigar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o documento judicial, Moraes decretou que a Polícia Federal investigue se Flávio cometeu crime de "calúnia" contra o petista em uma publicação feita em 3 de janeiro. Na ocasião, o filho "01" de Bolsonaro relacionou Lula com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e com o tráfico de drogas e armas.
Publicação feita em 3 de janeiro por Flávio BolsonaroReprodução / X
"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...", escreveu Flávio.
A decisão de Moraes, assinada na segunda-feira (13) e publicada nesta quarta-feira (15), atende a um pedido da Polícia Federal, que terá 60 dias para investigar o caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favorável à abertura do inquérito.
"A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República (tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes eleitorais)", disse a PGR.
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