"Proposta da direita: Que seu filho de 14 anos pare de estudar pra ir trabalhar na escala 6x1 pelo resto da vida. Proposta da esquerda: Que mais nenhum trabalhador desse país tenha que viver a escala 6x1", escreveu Hilton no X (antigo Twitter).
Zema respondeu afirmando que a deputada "vive de mentira”.
"Erika vive de mentira. E agora mais uma… Repito, caminho bom pras nossas crianças é ser recrutado pelo comando vermelho? Eu trabalhei desde pequeno acompanhando o meu pai. Aprendi a ter disciplina e me esforço para vencer na vida. A receita fracassada da esquerda depende de governo e viver encostado", disse.
"Defendendo sim que a partir dos 14 jovens possa trabalhar, além de estudar. Isso é permitido no Brasil só na teoria. Na prática é muito difícil acontecer. Sobra burocracia e dificuldade. Comigo, isso acabou!", completou Zema.
Hilton, por sua vez, rebateu o ex-governador dizendo que ele "conseguiu legalmente falir o estado de Minas” e destacou que o filiado ao Partido Novo possui apenas 4% das intenções de voto.
"Como governador, você privatizou, sucateou, destruiu Minas, deixou as enchentes matarem o povo que você deveria proteger e defender os interesses de quem explora a população e o meio ambiente até as últimas gotas de suor, sangue e água. E o seu pai, Ricardo Zema, ao te colocar no Grupo Zema, um conglomerado com mais de 100 anos, não te colocou lá pra trabalhar", escreveu a deputada.
"Ele te colocou lá pra te ensinar desde cedo, mesmo sem talento algum e sendo politicamente medíocre, você consegue se manter em uma posição de poder para explorar quem trabalha de verdade. Você não sabe o que está trabalhando. Só saiba administrar e proporcionar o sofrimento alheio."
Primeiramente, Romeu Zema, se a opinião de quem conseguiu legalmente FALIR o estado de Minas valesse de algo, você teria mais de 4% das intenções de voto pra presidente.
Em segundo lugar, não, você NUNCA trabalhou de verdade. Nem como governador, nem pro seu pai, quando criança.… https://t.co/TxsQrSXBo1
Zema defendeu, na sexta-feira (1º), que, se eleito, pretende flexibilizar as normas sobre trabalho infantil.
"Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza de que nós vamos mudar", afirmou durante o podcast "Inteligência Ltda".
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