Segundo investigação, Daniel Vorcaro teria tentado esconder R$ 2 bilhões na conta do paiMontagem feita com fotos de Reprodução / Redes sociais

O empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve um surto nesta quinta-feira (21) no presídio Presídio Nelson Hungria, em Contagem. Ele foi preso em 14 de maio, após ser alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF).
Henrique Vorcaro tem apresentado dificuldades para se adaptar ao complexo prisional. O empresário, que foi diagnosticado com depressão, teria sofrido surtos intercalados com momentos de tristeza e desespero, além de lapsos de memória. A unidade prisional sofre com problemas de superlotação e é a maior de Minas Gerais.
A situação do pai do dono do Banco Master teria piorado após ele receber a notícia da rejeição, por parte da Polícia Federal, da delação de Daniel Vorcaro.
Na quarta-feira (20), a PF considerou que as informações apresentadas pelo banqueiro não eram inéditas e não justificavam a assinatura do acordo. A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, afirmou que irá prosseguir com a negociação da delação premiada do banqueiro.
Prisão de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro foi preso na quinta-feira (14), durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades nas ações do Banco Master. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
O empresário iria embarcar para Brasília para visitar o filho na carceragem da Polícia Federal, quando foi detido em Minas Gerais.
O pai de Daniel Vorcaro é suspeito de se beneficiar de desvios do Banco Master por meio de operações fraudulentas com fundos de investimento. Segundo a investigação, o dono do banco teria tentado esconder R$ 2 bilhões na conta de Henrique Vorcaro.
Na ocasião, em nota, a defesa de Henrique Vorcaro disse que a decisão judicial que determinou a prisão do empresário teria sido baseada em fatos que, de acordo com os advogados, ainda não tiveram a “licitude e a racionalidade econômica devidamente comprovadas no processo”.
"E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele. O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje", informou.