Haddad participou de sabatina promovida pela revista Veja nesta terça-feiraReprodução / CNN Brasil
Haddad disse que, pelas informações disponíveis, não há suspeita de contrato firmado pelo governo federal, vantagem obtida ou dinheiro desviado. Ainda assim, defendeu que a polícia avance nas investigações sobre Lulinha e o presidenciável Flávio Bolsonaro e responsabilize eventuais envolvidos em irregularidades.
Narrativas
Na sabatina, Haddad também disse que contratos da Prefeitura de São Paulo relacionados ao filme "Dark Horse" poderão ser acompanhados pela Polícia Federal (PF). Ele comparou o caso envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro com investigações que alcançam Lulinha.
Haddad afirmou que há uma diferença entre os dois casos porque as suspeitas relacionadas a Lulinha envolvem o filho do presidente, enquanto as questões sobre o filme "Dark Horse" atingiriam diretamente Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência
"No caso da família Bolsonaro, não se trata do filho do candidato, se trata do candidato", disse Haddad. Segundo ele, Flávio "conseguiu R$ 130 milhões do Vorcaro" quando o empresário já estava sob investigação. Haddad também afirmou que Flávio esteve na casa de Vorcaro e que o empresário estava com "com tornozeleira eletrônica".
"Um caso é do filho do presidente da República, o outro caso é do próprio candidato à Presidência da República", afirmou.
"A campanha do Bolsonaro em 2022 recebeu dinheiro do Vorcaro, a campanha do Tarcísio recebeu dinheiro do Vorcaro", diz Haddad.
O ex-ministro também acusou Flávio Bolsonaro de estar "atolado até o pescoço em uma situação inexplicável" e citou, entre as suspeitas, suposto superfaturamento do filme, evasão de divisa e desvio de recursos públicos para um fundo nos Estados Unidos.