Flávio estará em campanha no RS no dia da votação da PEC, mas disse acreditar que participará remotamenteCarlos Moura / Agência Senado

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, fugiu novamente de responder diretamente sobre sua posição sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. Ele reafirmou que defenderá a proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN), que estabelece o modelo de remuneração por hora trabalhada.

"Vamos defender o nosso texto, que é a liberdade do trabalhador. Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz", declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Mesmo após os repórteres insistirem na pergunta, Flávio repetiu que apoiaria o texto de Marinho, mas não respondeu sobre o texto defendido pelo governo.

Os textos estarão na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira, 2. No dia, Flávio estará em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, mas disse acreditar que votará remotamente.

O candidato falou ainda que visitará Filipe Martins no sábado, 5, em Ponta Grossa (PR). Segundo Flávio, será uma "visita de cortesia" para acompanhar as condições do parlamentar e saber como ele está.
Crescimento de Augusto Cury nas pesquisas
Flávio minimizou o impacto para sua campanha do crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas de intenção de voto. O escritor apareceu em terceiro lugar no levantamento BTG/Nexus mais recente e passou de 2% para 11%.

"Tem que estar todo mundo contra o maior problema que o Brasil tem hoje, que é um governo louco, corrupto, incompetente. Tenho certeza que estão todos querendo mudança", declarou.

Flávio tem adotado um discurso de união entre os adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mirando uma aliança em um eventual segundo turno.