Alexandre de Moraes e Daniel VorcaroReprodução/ internet
Vorcaro encaminhou o contato de Adriana Solano, então superintendente executiva comercial do banco. Em seguida, a executiva entrou em contato com o banqueiro para confirmar se poderia atender à solicitação.
Adriana informou que havia sido procurada pelo administrador do escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e perguntou a Vorcaro se poderia emitir os dois cartões com limite de R$ 300 mil para cada filho. A resposta do banqueiro foi "Ok", de acordo com as mensagens analisadas pela PF.
Cartões não teriam sido utilizados
O episódio ocorreu enquanto o Banco Master mantinha um contrato de prestação de serviços jurídicos no valor de aproximadamente R$ 131 milhões com o escritório Barci de Moraes. O documento, firmado entre as partes, também integra o conjunto de informações analisadas pela Polícia Federal.
A existência dos cartões, porém, não significa que eles tenham sido utilizados. Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que os cartões foram oferecidos pelo Banco Master, mas nunca foram usados por advogados ou qualquer outra pessoa ligada à banca.
As mensagens fazem parte do relatório elaborado pela Polícia Federal a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
O material foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, após a retirada do sigilo das informações. O relatório reúne ainda outros registros sobre contatos entre Vorcaro e Moraes, além de episódios relacionados ao contrato firmado entre o banco e o escritório da mulher do ministro.

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