Daniel VorcaroReprodução/ internet
"Tentar que o galipolo me receba e eu apresente o que vamos protocolar essa semana. Vamos resolver tudo. Não podem estourar uma bomba atômica na hora da solução, não faz sentido pra ninguém. Nem pra ele, nem pro governo, pra economia e nem para o Brasil", escreveu.
Em outra mensagem enviada no mesmo dia, o banqueiro afirmou que esperava concluir acordos com investidores nos dias seguintes. Ele disse ter mobilizado pessoas para tentar viabilizar a operação e citou até uma carta atribuída à família real de Abu Dhabi.
"Na terca e quarta vamos assinar com todos investidores. Mobilizei gente pesada. Te mostrei até carta da familia real de abu dhabi. Loucura essa postura na ultima hora no momento que vou resolver tudo", afirmou.
As mensagens fazem parte de um relatório sigiloso produzido pela Polícia Federal a partir do conteúdo do celular de Vorcaro. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, dentro das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
Prisão ocorreu um dia depois
No dia seguinte às mensagens, em 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele tentava deixar o país em um jato particular com destino aos Emirados Árabes Unidos.
Segundo as investigações, a viagem tinha como objetivo buscar investidores árabes interessados na aquisição do Banco Master. A tentativa de evitar a liquidação, porém, não avançou.
Em 18 de novembro, um dia após a prisão, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição. A medida era justamente uma das possibilidades que Vorcaro vinha tentando impedir nos contatos e negociações registrados pela PF nos dias anteriores.

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