Tarcísio de Freitas fez declarações durante entrevista coletiva nesta terça-feiraMarcelo Camargo / Agência Brasil
Tarcísio defendeu que as instituições atuem dentro das regras democráticas e afirmou que o Senado tem o dever de fiscalizar.
"O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos vai ruir da pior forma, que é a ruína da omissão. Então, a gente tem que cobrar que o Senado exerça o seu papel", declarou.
Tarcísio afirmou que eventuais dúvidas sobre a compatibilidade da conduta de Moraes com o exercício da magistratura devem ser esclarecidas pelo próprio STF e pelo Senado. O governador ressaltou, porém, que qualquer medida deve respeitar as regras institucionais e o Estado Democrático de Direito.
"Aquilo que foi revelado é grave e precisa de resposta institucional. A gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal. Não pode romper as barreiras do Estado Democrático de Direito", disse.
O governador também elogiou André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. Na decisão, o ministro afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela PF e ordenou a abertura de investigações criminais e disciplinares sobre o episódio.
Para Tarcísio, Mendonça representa uma "esperança" para a superação da crise. "O André é uma pessoa muito discreta, muito firme, porém também muito sábia. E eu rogo a Deus para que ele tenha essa sabedoria", afirmou.
O governador declarou ainda haver uma "saturação" em relação aos acontecimentos envolvendo o Supremo e também pediu "sabedoria" ao presidente da Corte, Edson Fachin.
"Eu rogo a Deus para que o Fachin tenha essa sabedoria, porque é o presidente do Supremo em uma situação superdelicada. O Brasil não pode perder o seu tribunal, não pode perder a sua Corte Suprema", disse.