Datafolha mostra apoio de 78% à proibição de bets e cassinos onlineJoédson Alves / Agência Brasil
A opinião sobre a proibição varia entre os diferentes grupos analisados. Entre as mulheres, 82% são favoráveis à medida, enquanto o índice é de 74% entre os homens. No recorte por religião, 81% dos evangélicos e 76% dos católicos defendem que bets e cassinos online sejam proibidos.
A diferença também aparece entre os eleitores dos dois candidatos citados no levantamento. Entre os que declararam intenção de votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 85% apoiam a proibição. O percentual é de 70% entre aqueles que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL). O Datafolha ressalta que as margens de erro dos recortes são maiores do que a do conjunto da pesquisa, já que esses grupos têm menos entrevistados.
O instituto também investigou a presença das apostas dentro das próprias residências. Segundo os dados, 81% afirmaram que ninguém na casa costuma apostar em bets ou cassinos online. Outros 18% disseram que eles próprios ou outra pessoa da residência têm esse hábito, enquanto 1% não soube responder.
Do total de entrevistados, 6% afirmaram que apenas eles costumam apostar. Em outros 3%, o entrevistado e mais uma pessoa da casa fazem apostas. Já 9% disseram que outra pessoa da residência aposta, mas que eles próprios não têm esse hábito.
A proporção de pessoas que apostam ou vivem com alguém que aposta chega a 27% entre os eleitores de 16 a 24 anos e também na faixa de 25 a 34 anos. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o índice é de 31%, contra 14% entre os que não recebem o programa.
Além das apostas, o Datafolha perguntou aos eleitores sobre a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da obesidade. A medida é apoiada por 68%, enquanto 26% são contrários. Outros 3% se declararam indiferentes e 3% não souberam responder.
O apoio à distribuição dos medicamentos é majoritário nos segmentos analisados pelo instituto. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, por exemplo, chega a 73%. No recorte por intenção de voto, 84% dos eleitores de Lula são favoráveis à oferta pelo SUS, enquanto o índice é de 52% entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.
Outro tema abordado foi o reajuste do Bolsa Família. Os entrevistados receberam como referência um aumento de 15%, que elevaria o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026. Ao todo, 64% disseram ser favoráveis à medida, enquanto 31% são contrários. Outros 3% se declararam indiferentes e 2% não souberam responder.
Entre os beneficiários do programa, o apoio chega a 83%, ante 58% entre os eleitores que não recebem o Bolsa Família. A proposta também tem 78% de aprovação entre os entrevistados de 16 a 24 anos, 70% entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental e 73% entre pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.
No recorte por intenção de voto, 89% dos eleitores de Lula apoiam o reajuste, enquanto 9% são contrários. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 40% são favoráveis e 54% são contra. Na região Sul, houve maior equilíbrio: 45% apoiam o aumento e 44% se posicionam contra.

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