Benedita da Silva (PT), Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) estão na liderança para o Senado no RioReprodução

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), mostra Benedita da Silva (PT) com 19% das intenções de voto na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro. O deputado Carlos Jordy (PL) e o senador Carlos Portinho (PL) aparecem com 13% cada. Eles estão em empate técnico com o deputado Pedro Paulo (PSD), que registra 8%.

Na sequência, aparecem a vereadora Mônica Benício (PSOL), com 7%, e o deputado Marcelo Crivella (Republicanos), com 5%. O ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos) e Marcos Dias (Podemos) têm 2% das intenções de voto cada.

Entre os entrevistados, 15% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 12% afirmaram estar indecisos.

A pesquisa Datafolha, registrada no TSE sob o número RJ-02070/2026, ouviu 1.204 eleitores de segunda-feira (28) a esta quinta-feira (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Debate promovido por O DIA e OAB-RJ reuniu candidatos

Seis candidatos que disputam duas cadeiras do Rio de Janeiro no Senado tiveram a oportunidade de colocar propostas e posicionamentos frente a frente em um debate promovido por O DIA e pela Ordem dos Advogados do Brasil - seção Rio (OAB-RJ), no dia 1º de setembro. Mais de 29 mil pessoas assistiram de forma simultânea à transmissão.
Participaram do encontro: Carlos Portinho (PL), Monica Benicio (PSOL), Marcelo Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Waguinho (Republicanos) e Marcos Dias (Podemos). Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) também foram convidados, mas não compareceram. Os candidatos responderam a perguntas sobre educação, saúde, transporte, violência contra a mulher, entre outros temas. 

O que faz um senador?

Em outubro, milhões de eleitores do Rio de Janeiro irão às urnas para escolher os representantes que ocuparão duas das três cadeiras destinadas ao estado no Senado. Nas Eleições 2026, cada unidade da Federação elegerá dois senadores.

Embora cada estado tenha três representantes no Senado, as cadeiras não são renovadas de uma só vez. Os senadores têm mandato de oito anos, e nas eleições gerais, que ocorrem a cada quatro anos, a Casa é renovada de forma alternada — ou seja, um terço dos cargos estava em disputa em 2022, e dois terços entrarão em disputa neste ano.

No total, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas em outubro, o equivalente a dois terços da Casa. A eleição é feita pelo sistema majoritário simples — em cada estado, os dois candidatos que receberem mais votos serão eleitos.

Conforme determina a legislação, o eleitor não pode votar duas vezes no mesmo candidato. Caso escolha o mesmo nome para as duas vagas, o segundo voto será considerado nulo.

Função deste cargo

Enquanto os deputados federais representam a população, os senadores representam os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação tem três parlamentares, independentemente do número de habitantes. Dessa forma, estados mais populosos e menos populosos têm o mesmo número de representantes.
Senadores e deputados federais fazem parte do Congresso Nacional e, por isso, compartilham diversas atribuições. Os dois grupos participam da elaboração e da votação de leis, além de fiscalizarem as ações do governo federal. Muitas vezes também trabalham de forma conjunta em projetos e discussões de interesse nacional.

Apesar dessas funções em comum, a Constituição Federal estabelece algumas atribuições que são exclusivas do Senado. Uma das principais funções exclusivas da Casa é processar e julgar determinadas autoridades por crimes de responsabilidade. Entre elas estão o presidente e o vice-presidente da República, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República e o advogado-geral da União. No caso do presidente e do vice, o processo precisa ser autorizado previamente pela Câmara dos Deputados.

O Senado também participa da escolha ocupantes de cargos importantes. Cabe aos parlamentares da Casa, por exemplo, aprovar previamente as indicações para ministros do STF e para a presidência e a diretoria do Banco Central, entre outras cargos previstos na Constituição.

Outra atribuição exclusiva está relacionada às finanças públicas. O Senado estabelece limites e condições para operações de crédito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Também fixa limites para a dívida pública desses entes federativos.