Zerésima do Banco de Dados de Totalização garante que não há votos para os cargos de presidente e vice-presidenteFabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Os códigos-fontes do sistemas estão abertos desde o dia 2 de outubro de 2025. Eles foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados no dia 4 de setembro. Na cerimônia deste sábado, como de praxe, também foi emitido o relatório que comprova que nenhum voto foi registrado naquela urna até o momento de sua emissão. É a chamada "zerésima".
Também foi impressa a zerésima do Banco de Dados de Totalização. Isso garante que não há votos para os cargos de presidente e vice-presidente da República. Após esse procedimento, os Tribunais Regionais Eleitorais vão fazer a mesma impressão, mas para de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
Neste domingo (4), nas sessões eleitorais, todas as urnas eletrônicas começam o dia imprimindo a sua própria zerésima. Isso comprova que não há votos prévios nas urnas eletrônicas. A totalização dos votos começará imediatamente após a finalização das sessões eleitorais e deve ser concluída à noite.
Pela primeira vez, haverá um teste de integridade e zerésima na sede do TSE. Essa é uma inovação deste ano. Serão utilizadas duas urnas eletrônicas, com a parceria do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.
Há dezenas de barreiras de segurança na gravação dos votos nas urnas e na transmissão deles ao TSE. O Tribunal reforçou que todos os arquivos transferidos, e gerados pelas urnas eletrônicas, são assinados digitalmente. O procedimento envolve a recuperação dessas assinaturas e verificação após o recebimento.
Nunes Marques rebate ameaças internacionais à eleição
"É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem", declarou.
Nunes Marques, no entanto, não faz referência a uma possível interferência dos Estados Unidos no pleito brasileiro a fim de influenciar o resultado, tema que surgiu nos últimos dias. Renan Santos (Missão), candidato à presidência, acusou Flávio Bolsonaro (PL), também presidenciável, de receber apoio financeiro do grupo empresarial Rockbridge Network, que teria o vice-presidente dos EUA, JD Vance, como um dos fundadores.
Além disso, o The Guardian liberou informações de que democratas do Congresso dos EUA acusaram o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais do Brasil. No documento, os congressistas afirmam que medidas adotadas pela administração norte-americana buscam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
O ministro divulgou, ainda, uma nova ação para o pleito atual: o convite direcionado para os dois últimos eleitores de cada seção para acompanhar o encerramento da seção eleitoral. "Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que, depois delas, ninguém mais votou naquela seção."
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