Criança de 10 anos viu sinal de socorro e pediu ajuda em posto de combustíveisReprodução
O caso aconteceu na última sexta-feira (9). De acordo com a polícia, o homem abordou a vítima na rua, que começou a fazer sinais de socorro com a mão. Uma testemunha, de 10 anos de idade, foi pedir ajuda em um posto de gasolina. A Guarda Municipal foi acionada e o suspeito acabou preso, no bairro Butiatuvinha.
Ainda de acordo com a polícia, criminoso usava tornozeleira eletrônica devido a uma condenação pelo crime de estupro de vulnerável, investigado em 2016.
Segundo a pasta, além deste caso, em sua ficha criminal consta uma passagem pelo delito de ato obsceno, ocorrido em 2025, em Colombo, a cerca de 20 quilômetros de Curitiba. Na ocasião, ele assinou um termo circunstanciado de infração penal. O procedimento já se encontra com a Justiça para as medidas cabíveis.
Como fazer o sinal?
De acordo com a pasta, o sinal foi criado pela Canadian Women’s Foundation, uma Organização Não Governamental de proteção a mulheres sediada no Canadá, em 2020.
Ainda de acordo com a polícia, o gesto pode ser feito pelas vítimas que precisam de ajuda quando estiverem em situação difícil, para que a população saiba que estão em risco, precisando de ajuda.
O sinal de levantar uma das mãos com a palma aberta, dobrar o polegar sobre a palma e fechar os outros quatro dedos sobre ele é conhecido mundialmente e, após a abordagem, a pessoa que prestou ajuda pode telefonar para as forças de segurança, informou a pasta.
Criança piscou para informar crime
A criança estava desaparecida desde 20 de setembro. Segundo relato da mãe à TV Tribuna, afiliada da Globo, a filha chamou a atenção de um policial ao piscar para ele enquanto passava acompanhada do pai.
"Quando eles estavam passando, ela piscou para ele. E daí ele falou [para o parceiro]: ‘Sargento, vamos voltar’", contou a mulher à emissora. Segundo ela, quando os agentes retornaram, o ex-companheiro tentou justificar a situação com uma história falsa.
Em março de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), revelou aumento nos casos relatados de estupro e violência sexual entre os estudantes de 13 a 17 anos das redes pública e privada do País.
Em 2024, o percentual de escolares do grupo etário de 13 a 17 anos que foram estuprados foi 8,8%, o que representou um aumento relativo de 2,5 pontos porcentuais em relação a 2019. As meninas e estudantes da rede pública foram as que mais reportaram esse tipo de violência, 11,7% e 9,3%, respectivamente.
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