Caso foi registrado na delegacia após desentendimento com motorista de aplicativo.Reprodução/ RCFM
De acordo com o registro, o fato ocorreu na última terça-feira (17), entre 15h53 e 16h, e teve início após uma corrida contratada por meio do aplicativo BlaBlaCar. Segundo o relato, o passageiro havia combinado previamente o valor de R$ 78 pela viagem.
Ainda conforme a ocorrência, durante o trajeto, já na altura da Ponte Rio-Niterói, o passageiro solicitou a chave Pix do motorista para efetuar o pagamento. Após a transferência, o condutor teria contestado o valor pago, alegando que ainda havia uma quantia pendente de R$ 42, o que levou o comunicante a afirmar que foi vítima de golpe.
Vini comentou o episódio: “Eu uso o BlaBlaCar com frequência e fui vítima de uma situação muito delicada. Resolvi denunciar porque isso pode afetar outras pessoas mais vulneráveis do que eu. Fica o alerta.”
O registro aponta que o motorista teria se alterado e feito ameaças, afirmando que o passageiro não poderia deixar o veículo sem quitar o valor adicional. O comunicante também relatou que o condutor mencionou a possibilidade de levá-lo para a região da Baixada Fluminense e fez gestos interpretados como ameaça de agressão física.
Diante da situação, o passageiro informou que optou por realizar o pagamento exigido e deixou o veículo, junto com outros ocupantes, na Avenida Brasil.
O caso foi classificado como fato atípico e segue registrado para eventual apuração futura. Não há informações sobre investigação em andamento até o momento.
A medida de assecuratória de direito futuro protege as pessoas de sequestro, arresto ou hipoteca legal utilizados para bloquear bens do investigado. O objetivo é garantir que, ao final da ação penal, existam ativos suficientes para indenizar a vítima, pagar multas e ressarcir o Estado, evitando o esvaziamento patrimonial.
Em nota, a BlaBlaCar esclareceu que, "em uma viagem de carona pela plataforma, os membros compartilham apenas os custos específicos daquela viagem, como combustível e pedágios, sem obtenção de lucro. O preço definido pelo condutor nunca pode exceder o limite máximo estabelecido pela plataforma, de forma a assegurar que os gastos sejam bem distribuídos e que este princípio seja respeitado".
Ainda segundo a empresa, assim que foram informados sobre o caso, "entramos em contato com o usuário para entender melhor o ocorrido e realizamos o bloqueio do condutor envolvido. É terminantemente proibida a cobrança de valores adicionais ou qualquer alteração de preço após a confirmação; caso isso ocorra, o usuário deve reportar imediatamente o perfil na plataforma para que nossa equipe possa monitorar, suspender ou banir a conta envolvida."

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