Caso foi registrado na 126ªDPReprodução
Segundo as vítimas, uma comerciante, proprietária de uma padaria no Jardim Esperança, também foi vítima dos criminosos. Inicialmente, ela sofreu o golpe após uma pessoa se passar por uma amiga dela. Depois, os criminosos invadiram as contas do Instagram e Facebook da comerciante e passaram a utilizar os perfis para aplicar novos golpes.
Após a invasão, os golpistas publicaram anúncios falsos oferecendo uma suposta linha de crédito. A promessa era de que, após um pagamento inicial de R$ 260, a vítima receberia R$ 2 mil.
Um fornecedor que trabalha há 15 anos com a padaria viu a publicação no perfil da comerciante e acreditou que a oferta era verdadeira. Como mantinha uma relação profissional com a proprietária há mais de uma década, não tinha motivos para desconfiar de que se tratava de uma fraude.
Ele entrou em contato pelo WhatsApp e os criminosos, se passando pela proprietária da padaria, enviaram chaves Pix e links. O homem realizou transferências bancárias. De acordo com os comprovantes apresentados, os valores foram destinados a contas digitais da CloudWalk IP Ltda.
Após os pagamentos, o fornecedor clicou nos links enviados pelos criminosos e teve o celular bloqueado. Ele perdeu o acesso ao e-mail, Facebook e Instagram. Os golpistas também conseguiram acesso a um número de telefone e passaram a administrar aplicativos das vítimas. Segundo o relato, os criminosos também tiveram acesso às senhas.
Antes de procurarem a polícia, as vítimas foram até as operadoras de telefonia para tentar recuperar o número perdido e resolver os problemas de acesso. Segundo elas, a operadora informou que havia poucas medidas que poderiam ser tomadas diante do acesso dos criminosos às contas e senhas.
Depois disso, as vítimas foram à delegacia para registrar a ocorrência e, em seguida, procuraram a mídia para denunciar o caso e alertar outras pessoas. Elas também foram ao banco para informar sobre as transações e verificar a possibilidade de recuperar os valores transferidos. As vítimas, porém, já sabiam que o ressarcimento nesse tipo de situação pode ser difícil.
Diante do caso, os dois envolvidos decidiram tornar a situação pública para alertar amigos, familiares e outros moradores que possam receber mensagens semelhantes.
A orientação é não realizar transferências nem clicar em links enviados por perfis de conhecidos que ofereçam empréstimos, investimentos ou promessas de retorno financeiro. Antes de qualquer pagamento, a recomendação é entrar em contato diretamente com a pessoa por uma ligação telefônica convencional e confirmar a informação.
O caso foi registrado como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, e segue em investigação na 126ª DP. De acordo com as informações apresentadas pelas vítimas, os e-mails de validação da Delegacia Online já foram emitidos para dar início às medidas de investigação tecnológica.



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