Os agentes de combates às endemias estão mobilizados para intensificar as ações por conta do Prefeitura em Ação Foto César Ferreira/Divulgação
Estratégia contra o Aedes aegypti tem reflexo na redução dos focos de larvas
Índice baixo de doenças transmitidas pelo mosquito em Campos é atribuído ao trabalho desenvolvido pelos profissionais do CCZ
Campos – Com risco baixo para transmissão de dengue, chikungunya e zika vírus, Campos dos Goytacazes (RJ) pode apresentar tranquilidade ainda maior, proporcionada pela estratégia desenvolvida pelo governo municipal, por iniciativa do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). As ações acontecem diariamente e são intensificadas através do programa Prefeitura em Ação.
As avaliações são feitas a cada Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (Lira), método de amostragem usado pelo Ministério da Saúde para identificar rapidamente a presença de larvas do mosquito transmissor das doenças. O próximo está programado para o início de setembro e a expectativa é de que o resultado em Campos seja ainda mais favorável.
Realizado de quatro em quatro meses, o município tem mostrado índices animadores gradativamente. O CCZ atribui ao trabalho desempenhado pelos agentes de combates às endemias, além das decisões de enfrentamento contra os focos das larvas do Aedes aegypti. Criteriosamente, o carro fumacê é acionado.
A próxima investida em mutirão está programada para o final da semana, iniciando nesta sexta-feira (29), com uma ação voltada ao combate à dengue no Novo Jóquei e intensificando no dia seguinte, por conta da 21ª edição do Prefeitura em Ação, com estrutura montada na Escola Municipal Sebastião Ribeiro de Deus, das 9h às 13h.
De acordo com o coordenador do Programa de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir Barcelos, entre as atividades, estão o recolhimento de materiais inservíveis, a colocação de telas em caixas d’água e a aplicação de larvicida, sempre que necessário. Os agentes realizarãom trabalho de educação em saúde, orientando a população sobre medidas de prevenção à doença.
CONSCIENTIZAÇÃO - O CCZ também estará disponibilizando vacinação antirrábica para cães e gatos, além de uma exposição do Núcleo de Informação, Educação e Comunicação (IEC). “O público poderá conhecer informações sobre o controle de roedores e animais peçonhentos, com amostras de cobras, escorpiões, aranhas e outros animais, promovendo a conscientização sobre os riscos e formas de prevenção”, aponta Claudemir.
O coordenador avalia que participar do Prefeitura em Ação permite ao CCZ aproximar a população das ações de prevenção, trabalhando com a conscientização para evitar a proliferação de doenças e proteger toda a comunidade. Quanto ao Lira, ele informa que a terceira pesquisa de campo do ano está prevista para primeiro a cinco de setembro.
Claudemir ratifica que o objetivo é monitorar o Índice de Infestação Predial (IIP) para Aedes aegypti e Aedes albopictus: “O levantamento ocorrerá em 99 bairros da área urbana da cidade, mapeados em 19 estratos. No decorrer desses cincos dias, os técnicos de combate às endemias irão percorrer 7.832 imóveis, distribuídos em 603 quarteirões. Serão vistoriadas residências, comércios e terrenos baldios”.
PRÓXIMO LIRA - Os agentes estarão focados na identificação de focos do mosquito e também os depósitos predominantes para oviposição: “Estamos mobilizando 100 profissionais entre agentes, supervisores e técnicos do laboratório. O Lira permite identificar as áreas com maior concentração de foco do mosquito e os principais tipos de recipientes usados pela fêmea para depositar os ovos”, reforça o coordenador do PMVC.
Segundo Claudemir, o material coletado durante a pesquisa de campo será enviado para laboratório para análise entomológica e fornecer informações necessárias para otimizar e direcionar as ações de controle de vetor. “Temos encontrado poucos focos no trabalho diário, mas isso tem relação com o clima seco. O Lira vai apontar a realidade da infestação predial e assim podemos direcionar melhor as ações de controle do vetor”.
A densidade populacional que é monitorada pelo serviço de ovitrampa e também auxilia nas ações já foi detectada. O coordenador resume que nos levantamentos anteriores, o IIP para Aedes aegypti foram 4% em maio e de 6% em janeiro. “O índice preconizado pelo Ministério da Saúde é menor que 1%, que indica baixo risco de epidemia, por isso a importância da participação da população no processo de prevenção e cuidados para evitar água parada”.

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