Thiago Virgílio teve audiência com o ministro Sílvio Costa Filho e acredita que a retomada dos voos seja possível Foto Divulgação

Campos – Canceladas a partir de março desde ano pela Azul Linhas Aéreas, sob alegação de que os custos operacionais estavam acima da projeção orçamentária, os voos para Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, podem ser retomados. O prefeito Wladimir Garotinho já vinha articulando e o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Thiago Virgílio, reforçou durante audiência nessa terça-feira (25), em Brasília.
Virgílio tratou do assunto em Brasília, com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que, confirmando posição demonstrada, em abril, a Wladimir, se comprometeu buscar alternativa para a retomada dos voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos. O presidente estava acompanhado dos vereadores Marcelo Feres e Juninho Virgílio.
“Solicitamos ao ministro para que os voos sejam retomados e ele reconheceu a importância para a região. Estamos com esperança de que essa situação se resolva”, comenta Virgílio lembrando que “os itinerários aéreos comerciais de Campos eram ofertados pela Azul, que no mês de março oficializou o encerramento das operações no município”.
A retomada dos voos vem sendo articulada por Wladimir desde quando a companhia aérea anunciou a suspensão, em janeiro deste ano. O prefeito esteve três vezes em Brasília com o ministro Sílvio Costa Filho. Os voos foram encerrados também em Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA).
Ao anunciar a medida, em janeiro, a Azul alegou, em nota à imprensa, “aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda” e que mudanças fazem parte do planejamento operacional.
Argumentou ainda que, como empresa corporativa, avalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda. Na época, a companhia informou que os clientes impactados estriam sendo comunicados previamente e receberiam a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).