Unidade foi inaugurada na manhã desta segunda-feira por Wladimir, que ressalta a assistência prestada pelo programa Foto Divulgação
Assistência Social de Campos inaugura a segunda Residência Inclusiva
Nova unidade está localizada no centro da Cidade; Nova Iguaçu e São Gonçalo também dispõem da ferramenta
Campos -Pessoas com necessidades especiais, autistas, e quem sofre de transtorno mental que foi abandonado e não têm vínculo familiar passa a receber atenção ampliada do governo de Campos dos Goytacazes (RJ), por meio de mais uma Residência Inclusiva (outra está localizada no centro da cidade).
A inauguração aconteceu na manhã desta segunda-feira (15). “É mais um equipamento importante para o nosso município”, pontua o secretário de Assistência Social e Cidadania, Rodrigo Carvalho resumindo que o espaço servirá como abrigo para pessoas com deficiência que não se sustentam financeiramente ou que estão com vínculos familiares interrompidos.
“A residência é um equipamento que faz parte da Alta Complexidade para que a gente possa cuidar desses jovens e adultos que têm seus vínculos familiares fragilizados, não têm autonomia e não podem viver em casa sozinhos, sem suporte”, ratifica o secretário acentuando que o local foi feito para dar todo o atendimento e apoio.
A unidade tem capacidade para acolher 11 pessoas com deficiência, idades entre 18 e 59 anos, com necessidades especiais em situação de dependência, prioritariamente beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que não dispõem de condições de autossustentabilidade.
Rodrigo cita ainda como amparado pelo programa quem não tenha retaguarda familiar ou esteja em processo de desinstitucionalização de instituições de longa permanência: “São 11 cômodos, com cinco quartos, três banheiros adaptados, duas salas, cozinha, além de um amplo quintal”, enfatiza.
PIONEIRISMO - O prefeito Wladimir Garotinho aponta que o projeto constou de reestruturação da rede de assistência social no município, com o objetivo de garantir melhor atendimento aos usuários e condições de trabalho aos profissionais: “O equipamento, que antes funcionava em um imóvel alugado, agora vai funcionar em espaço próprio da prefeitura”.
Wladimir considera a Residência Inclusiva um importante equipamento da Assistência Social, do qual Campos é pioneiro no estado: “Ficarão abrigados jovens com algum tipo de deficiência e dificuldade intelectual, muitos deles abandonados pela família. Esses imóveis foram implantados na nossa cidade para que essas pessoas não ficassem abandonadas, deixadas na rua e correndo o risco”.
O prefeito observa que, em todo o estado do Rio de Janeiro, são quatro Residências Inclusivas, duas delas em Campos: “Então, é uma política pública que existe, mas que a maioria dos municípios não tem”, frisa. Coordenadora da unidade, Emilia Maria dos Santos comenta que se trata de mais uma ação do governo municipal para a garantia direitos e inclusão.
“O trabalho feito na Residência Inclusiva me surpreende todos os dias, porque o olhar dessa gestão é muito especial e cuidadoso com a inclusão e garantia de direitos”, relata concluindo: “Esses jovens teriam tudo para serem excluídos e não serem vistos. São pessoas que têm grande importância dentro da sociedade”.

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