Encontro mensal do Grupo de Trabalho discutiu realidade da população em situação de rua no município Foto Divulgação
Assistência Social de Campos avalia ações focadas nas pessoas em situação de rua
Município desenvolve programas e disponibiliza locais de acolhimentos; quadro e ações foram avaliados no final da semana
Campos – População em situação de rua é um desafio em várias cidades brasileiras. Dados divulgados em outubro deste ano pelo Observatório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em nível nacional, o índice é estimado em cerca de 359 mil, a maioria na região sudeste, onde está localizado o estado do Rio de Janeiro. Em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, o governo municipal desenvolve ações buscando reduzir o público-alvo, em torno de 150 pessoas.
Por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, há diversos programas focados no acolhimento, com identificação de perfil e causas que levaram às pessoas ao estado extremo de vulnerabilidade social. Um dos locais com alta demanda por serviços é o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (CentroPoP).
Também ligada à Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, a unidade é classificada como a porta de entrada para os abrigos - Manoel Cartucho, Casa de Passagem, Lar Cidadão e uma Organização da Sociedade Civil (OSC) cofinanciada pela secretaria. Acolhem homens, mulheres e grupos familiares provisoriamente.
Aos acolhidos são oferecidos alimentação; dormitório; oficinas criativas; encaminhamento para emissão de documentos; inserção em programas sociais; vagas de emprego por meio do programa Acolhe Campos; encaminhamento para tratamento de saúde; além de outros serviços.
DEPENDENTE QUÍMICO - O município conta ainda com duas Residências Inclusivas; elas acolhem exclusivamente pessoas de idades entre 18 e 59 anos, com necessidades especiais. “Ambos oferecem apoio operacional e profissional aos assistidos, como serviços de higiene e cuidadores, alimentação balanceada e suporte de terapeutas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos”, resume a secretaria.
Há cuidados também para pessoas que necessitam de tratamento para dependência química; que passam por acompanhamento multiprofissional no Centro de Atenção Psicossocial Dr. Ari Viana (Caps AD- Álcool e Drogas). De acordo com o secretário Rodrigo Carvalho, apesar da oferta de vagas dos abrigos, a permanência dos acolhidos nos locais não é obrigatória.
“A gente tem vaga para acolher todos, com alimentação, dormitórios, encaminhamentos para atendimento de saúde e atividades que estimulam o empreendedorismo; porém, temos a dificuldade de essas pessoas estarem conosco, já que a permanência não é obrigatória”, ratifica confirmando que atualmente há aproximadamente 150 pessoas em situação de rua em Campos.
GRUPO DE TRABALHO - Através da Subsecretaria de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e do Departamento de Proteção Social Especial, a secretaria promoveu um encontro do Grupo de Trabalho (GT) no final da semana, dentro de programação mensal que visa discutir ações, de forma efetiva, para o atendimento à população em situação de rua.
Formado por representantes de várias políticas públicas que atendem direta ou indiretamente aos acolhidos, o grupo tem equipes mantidas pela secretaria, atuando regularmente com abordagens em pontos onde essas pessoas se concentram. O GT é um comitê intersetorial com Saúde, Guarda Municipal e Defensoria Pública, que alinha ações e atua com abordagens e encaminhamentos para o Centro Pop e abrigos.
Participaram da reunião representantes da Saúde Mental; Conselho Municipal de Assistência Social; Guarda Civil Municipal; Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento para a População em Situação de Rua (CIAMP) de Campos; Defensoria Pública; Consultório de Rua; além de outras representações da saúde e assistência social do município.

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