No dia a dia agente do CCZ atua em estratégia visando reduzir os focos do mosquito Transmissor da dengue Foto CCZ/Divulgação
CCZ mantém ações focadas no combate ao Aedes com base no Ovitrampas
As ações vêm sendo desenvolvidas meio também de mutirões nos locais com altos índices de infestação, no dia a dia
Campos – A dengue em Campos dos Goytacazes (RJ) está sob controle. Dados de março apontam que o índice é baixo, estimado em cerca de 3,6 casos por 100 mil habitantes. A constatação avaliada como resultado das ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da doença, pelo governo municipal.
No dia a dia, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem monitorando e reduzindo os focos do mosquito, que também transmite Chikungunya e zika vírus. Uma das ferramentas é o Ovitrampas, utilizado na análise dos índices e direcionando ações de bloqueio específicas de controle nas localidades.
Segundo o coordenador do Programa de Controle de Vetores (PMCV) do CCZ, Claudemir Barcelos, as ações vêm sendo focadas em mutirões nos locais com altos índices de infestação, as chamadas áreas quentes: “Dessa forma, a equipe atua em cada localidade, concentrando esforços nos bairros com alta incidência”.
Barcelos explica que o planejamento atual está sendo adaptado às novas diretrizes do Ministério da Saúde, com foco no LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), que será realizado em maio, e nos dados das armadilhas para mosquitos, que consistem na instalação de um vaso preto, preenchido com água e levedura de cerveja.
“O Ovitrampas fica parado simulando o ambiente perfeito, atraindo as fêmeas do vetor”, pontua o coordenador assinalando que “nele é inserida uma paleta de madeira (eucatex) que facilita a oviposição, que deve ser instalada a uma distância de 300 metros da outra. Após a coleta da amostragem, o agente realiza a contagem dos ovos”.
Na sequência é feita a identificação da espécie (Aedes albopictus ou Aedes aegypti), acrescenta Barcelos concluindo: “Com base nesse resultado, é calculado o Índice de Positividade de Ovitrampa (IPO), que indica o percentual de armadilhas positivas e o Índice de Densidade de Ovos (IDO), registrando o número médio de ovos por armadilhas positivas”.

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