O projeto Clube de Xadrez Escola Wilson Batista, por meio do Eixo 2: Currículo Integrado, foi um dos selecionados Foto Divulgação
Escolas de Campos entram em seleção do MEC na área de experiências
Pelo segundo ano, a rede municipal é destaque em Experiências Inspiradoras de Gestão e de Projetos Pedagógicos de Educação Integral
Campos - “Esse é um reconhecimento que evidencia o compromisso da nossa rede com uma educação integral, inclusiva e transformadora”. A manifestação é da secretária de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) de Campos dos Goytacazes (RJ), Tânia Alberto, ao celebrar a seleção de escolas do município por Experiências Inspiradoras de Gestão e de Projetos Pedagógicos de Educação Integral, pelo Ministério da Educação (MEC).
“É mais uma grande conquista da educação pública municipal; a lista com o resultado final foi publicada na semana passada.”, ressalta a secretária assinalando que, pelo segundo ano consecutivo, duas unidades escolares de Campos foram selecionadas. Em 2025, as selecionadas foram a Ferroviário Jacy Barbeto e o Ciep Carmem Sylvia Carneiro”.
Tânia aponta que neste ano, estão contempladas a Escola Municipal Dr. Luiz Sobral, do Jardim Carioca (Gurus), selecionada a partir do Eixo 4: Diversidade, Inclusão e Equidade, com o projeto “Alunos Especiais Criam um Espaço Verde Sensorial na Escola para Todos”; e o Ciep Wilson Batista, do Parque Guarus, apresentou o projeto “Clube de Xadrez Escola Wilson Batista”, por meio do Eixo 2: Currículo Integrado.
“A medida visa identificar, mapear e divulgar experiências inspiradoras de gestão pública e de projetos pedagógicos de Educação Integral”, explica a secretária acentuando que todas as iniciativas farão parte do Mapa de Experiências Inspiradoras, cujo lançamento está previsto para o mês de novembro.
“Além de fazerem parte do mapa, as redes terão suas experiências sistematizadas em um caderno de narrativas, que será publicado em novembro, e 75 secretarias participarão da rede de trocas”, realça. Está envolvida na parceria a Universidade Federal de Minas Gerais, por meio do grupo Territórios, Educação Integral e Cidadania (TEIA).
O edital é uma iniciativa do Programa Escola em Tempo Integral, política pública do governo federal que fomenta a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica na perspectiva da Educação em Tempo Integral (ETI). A secretária diz que o resultado obtido por Campos é fruto do empenho coletivo.
AÇÕES COLETIVAS - “Contribuíram gestores, professores, estudantes, colaboradores, famílias e parceiros que, diariamente, contribuem para o fortalecimento da aprendizagem e da formação humana de nossos estudantes”, pontua Tânia. A supervisora de ETI da Seduct, Ana Márcia Scot, ratifica que a conquista representa o reconhecimento de um trabalho construído diariamente dentro das escolas.
“Mostra que a dedicação dos nossos profissionais e o protagonismo dos estudantes estão produzindo resultados que ultrapassam os limites do município e ganham visibilidade no cenário nacional”, comenta enfatizando que essas experiências revelam que a educação integral acontece de forma concreta quando se consegue articular aprendizagem, inclusão, participação e desenvolvimento integral dos alunos.
“Para as escolas selecionadas, é uma conquista que fortalece a autoestima da comunidade escolar e valoriza o esforço coletivo de todos os envolvidos” frisa a supervisora observando: “Para a nossa rede, é a confirmação de que estamos avançando na construção de uma educação pública de qualidade, comprometida com a formação integral dos estudantes e com a transformação de suas realidades”.
INTENSIFICAÇÃO - Ana Márcia resume que, além das 76 creches com todos os cerca de 10 mil alunos estudando em tempo integral, a rede municipal instituiu a Política de Educação em Tempo Integral em 19 escolas até o momento: “Aproximadamente 3.600 estudantes estão sendo contemplados somente nas escolas. A medida está assegurando, para turmas de sexto ao novo anos, a jornada escolar de 35 horas semanais”.
Segundo a supervisora, a duração total é de sete horas diárias de aula/atividades pedagógicas, compreendendo o tempo total em que os estudantes permanecem na escola ou em outros espaços educacionais, em atividades educativas, excetuando-se o horário destinado às refeições: “Com isso, a secretaria confirma que vem intensificando as ações para atender mais uma meta do novo Plano Nacional de Educação (PNE)”,
Ana Márcia se refere a meta 6, que estabelece a intenção de ofertar matrículas em tempo integral, na perspectiva da educação integral, com jornada mínima de sete horas diárias ou 35 horas semanais, preferencialmente em turno único: “Em cinco anos, a expectativa é atender pelo menos 35% dos estudantes da Educação Básica em no mínimo 65% das escolas públicas. Até 2036, a meta é alcançar 50% dos estudantes da Educação Básica”, conclui.

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