Ranulfo Vidigal observa que o comércio teve uma boa recuperação, depois de resultados muito inexpressivos Foto Reprodução/J3News

Campos – Campos dos Goytacazes continua se destacando no ranking regional, liderando com saldo de 844 empregos gerados, contra 817 registrados em junho de 2025. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que aponta que, no primeiro semestre de 2026, o acumulado é de 3.213; são 523 vagas a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.
Com esse resultado, o município posiciona-se como o quarto maior gerador de empregos de todo o estado do Rio de Janeiro em junho, ficando atrás apenas da capital fluminense (+7.580), Nova Iguaçu (+1.871) e Duque de Caxias (+852). O desempenho de Campos contribuiu diretamente para o saldo positivo geral estadual, que chega a 16.856 postos com carteira assinada no mês.
Os números recentes foram divulgados nessa quarta-feira (29) pelo Caged. O diretor de Indicadores Econômicos e Sociais do governo de Campos, o economista Ranulfo Vidigal, comenta que o resultado de junho continua positivo: “Há forte influência ainda da safra agrícola, com 315 de saldo líquido na Agricultura e 229 na Indústria”.
Vidigal observa que o comércio teve uma boa recuperação: “Vinha com resultados muito inexpressivos nos últimos meses, e a reação pode ter sido em função do movimento da Copa e dos negócios associados à Copa, enquanto os jogos do Brasil se mantiveram. O setor de serviços também é bem positivo e até na Construção Civil também é positivo. Todos os setores geraram saldo líquido, acumulando no mês 844 vagas”.
Pela análise do Caged, o setor de agropecuária foi o que mais gerou empregos em junho (315), seguido dos setores de Indústria (229), Serviços (156), Comércio (138) e Construção (6). Tanto no balanço do mês de junho quanto no acumulado do ano, o economista aponta que Campos superou o resultado de Macaé.
INFLUENCIADORES - A projeção dos últimos cinco anos (2021–2025) mostra Campos com uma trajetória de forte recuperação econômica, superando os impactos da pandemia e registrando crescimento contínuo na geração de empregos formais. Impulsionado pelo setor de serviços e pela infraestrutura local, o município acumulou mais de 17,3 mil vagas de trabalho com carteira assinada criadas no período.
Dados consolidados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam uma curva ascendente estável na criação de postos formais no município. Como principais motores do crescimento, o setor de serviços destaca-se como o maior empregador, respondendo por mais de 60% das vagas criadas, com destaque para saúde, educação e tecnologia.
Aparecem também a construção civil e infraestrutura (investimentos em obras estruturantes); a sazonalidade da agroindústria (safra sucroalcooleira); e o ambiente de negócios, reforçado pelo pagamento rigorosamente em dia do funcionalismo municipal e a atração de novas redes comerciais, impactando a economia municipal.