Agentes do CCZ visitam residências para combater o Aedes aegypti e orientar moradores sobre a prevenção Foto CCZ/Reprodução
Combate à dengue é intensificado, mas vacinação preocupa
Estratégia contra o Aedes aegypti é prioridade em Campos; porém, o baixo índice de pessoas vacinadas para se proteger da dengue gera alerta
Tudo contra o Aedes aegypti em Campos dos Goytacazes. Esta é a proposta do governo municipal, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV). O combate ao mosquito – também transmissor de Zika vírus, febre amarela urbana e chikungunya – é intensificado.
Um cronograma contínuo de mutirões vem sendo mantido, com visitas domiciliares estendidas, monitoramento por armadilhas e bloqueios aeroespaciais nos bairros com maiores índices de infestação predial. No entanto, as autoridades municipais de saúde estão preocupadas com o baixo índice de vacinação.
O coordenador do Programa Municipal de Imunização, Leonardo Cordeiro, adverte que o esforço de campo e a eliminação física dos focos do mosquito não são autossuficientes. Ele realça que a baixa cobertura vacinal contra a dengue registrada no município é uma realidade que ameaça a consolidação do bloqueio imunológico contra a circulação do vírus.
O imunizante Qdenga está disponível na rede pública de Campos desde junho de 2025, voltado para o público-alvo de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, uma faixa etária que soma 34.110 pessoas no município. Contudo, ao longo de todo aquele ano, foram aplicadas 8.346 doses, sendo 7.139 correspondentes à primeira aplicação e apenas 1.207 referentes à segunda dose.
Os dados consolidados pela Secretaria Municipal de Saúde expõem o desafio da conscientização: o cenário de baixa adesão se repete em 2026, ano no qual a cidade contabilizou, até meados de setembro, 3.544 primeiras doses e 2.113 segundas doses contra as doenças transmitidas pelo popularmente conhecido "mosquito da dengue".
SAÚDE CONVOCA – O abismo entre o contingente total de jovens aptos a receber a vacina e o número de esquemas vacinais efetivamente concluídos mantém o sinal de alerta aceso. Segundo o coordenador, a aplicação isolada da primeira dose não confere a eficácia ideal projetada para o controle epidemiológico, o que torna extremamente necessária a dose complementar.
"A vacina apresenta uma eficácia geral de cerca de 80% contra a doença sintomática e reduz as hospitalizações em mais de 90% após a segunda aplicação. Ela é recomendada mesmo para quem já teve dengue, sendo essencial para prevenir formas mais graves em uma possível segunda infecção", explica Leonardo, ratificando que a proteção é altamente recomendada.
Como alternativa para reverter o quadro, têm sido programadas estratégias de multivacinação. A população está sendo convocada pela Secretaria de Saúde a comparecer aos postos munida de documento, cartão do SUS e a caderneta de vacinação dos menores. A virada de chave no enfrentamento à dengue em Campos depende diretamente da união entre o manejo ambiental nos quintais e a responsabilidade vacinal dentro de casa.

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