A escolha da nova Mesa Executiva do Legislativo aconteceu nessa quarta-feira, em clima de tranquilidade. Foto: CMC/Divulgação
Pacto de diálogo e unidade na eleição para nova Mesa da Câmara de Campos
Chapa governista é eleita por unanimidade em clima de pacificação, consolidando a base do prefeito Frederico Paes para o biênio 2027-2028
Consenso e harmonia marcaram a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes (RJ), nessa quarta-feira (14). Por unanimidade, Silvinho Martins (MDB) foi eleito presidente; ele irá suceder a Fred Rangel (PP), que será o 1º vice na próxima gestão, com Nildo Cardoso (PL) como 2º vice. Completam a chapa Wainer Teixeira (PP) e Anderson de Matos (Republicanos), respectivamente 1º e 2º secretários.
A linha de gestão anunciada pelo novo presidente não será diferente da mantida pelo atual, desde quando assumiu: Martins antecipa que pautará sua atuação na máxima aproximação e diálogo contínuo entre o Legislativo e o Poder Executivo, garantindo uma participação mais ativa e decisiva dos parlamentares nas grandes decisões municipais.
O clima da eleição sacramentou o sucesso da estratégia pacificadora conduzida por Rangel. Em uma demonstração de forte articulação e unidade política, a chapa única governista obteve votação unânime, eliminando margens para dissidências internas e consolidando a harmonia no Palácio Nilo Peçanha.
Os novos membros eleitos tomam posse oficialmente no dia 1º de janeiro de 2027, iniciando o mandato para o biênio 2027-2028. A expectativa política na cidade é de ampla estabilidade e fluidez na aprovação de projetos, principalmente porque o prefeito Frederico Paes (MDB) mantém maioria absoluta na Casa.
Martins também é presidente municipal do partido do prefeito e representa uma vitória política estratégica expressiva do governo. A oposição já sinaliza que, pela natureza de Paes, o relacionamento por meio de um bloco governista unificado e pacificado será bem mais propositivo.
Expectativa em pauta
A composição geral da Câmara de Campos conta com 25 vereadores, cuja maioria absoluta - impulsionada pelo expressivo resultado eleitoral do prefeito Frederico Paes e seu grupo político - atua alinhada às pautas governistas. Legendas de forte inserção local, como o Progressistas (PP) e o próprio MDB, lideram o bloco situacionista.
A oposição ao governo opera de forma bastante reduzida. Entre as vozes que historicamente demarcam a oposição ou lideram frentes independentes, destacam-se nomes de expressão como Marquinho Bacellar (União), Rogério Matoso (SD), Maicon Cruz (PV), Dandinho de Rio Preto (União) e Thamires Rangel (PMB), que tradicionalmente concentram as críticas mais agudas às estratégias da prefeitura.
No entanto, com a adesão de antigos dissidentes à nova estratégia pacificadora de Fred Rangel, a oposição inicia o novo ciclo sem o fôlego numérico necessário para obstruir votações cruciais. Diante desse cenário de calmaria política, a pauta de votações para a próxima gestão deve avançar sem grandes sobressaltos.
Os projetos que deverão estar pautados envolvem prioritariamente o plano de desenvolvimento econômico e social do município, com foco central na votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA). Há expectativas também sobre propostas voltadas à infraestrutura urbana, concessões de serviços públicos e incentivos fiscais para atração de empresas.

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