Vivi Winkler decidiu ir direto na fonte: chamou Carlinhos Salgueiro para lapidar leveza e presença de avenida. Musa da Vila Isabel e rainha da Estácio de Sá, ela resumiu sem rodeio: 'eu precisava dele' Foto: arquivo pessoal

Vivi Winkler entrou no modo Carnaval com foco total. Depois de ver a evolução de Virgínia Fonseca em tão pouco tempo, ela decidiu ir direto na fonte e chamou quem, para muita gente, é referência quando o assunto é presença, postura e samba de quem pisa forte na Sapucaí. “Quando eu vi a evolução da Virgínia em tão pouco tempo, logo pensei: é ele quem eu preciso. Eu precisava dele”, disparou.
A escolha foi Carlinhos Salgueiro, à frente do projeto Diva, que trabalha leveza, suavidade e elegância de avenida, aquela linha fina que transforma movimento em narrativa e faz uma rainha “flutuar” mesmo quando a bateria vem esmagando. E é justamente aí que Vivi quer crescer: ela mesma assume que, sendo marombeira de academia, o desafio é deixar a força virar fluidez, sem perder identidade, atitude e potência.
Na Vila Isabel, a preparação já entrou na fase de contagem regressiva. Com os ensaios se aproximando e a fantasia tomando forma, Vivi quer chegar com samba redondo, presença firme e, sobretudo, leveza no corpo e no olhar. A meta é clara: transformar disciplina de treino em disciplina de passarela.
E a agenda é dupla. Além do posto de musa na Vila, Vivi também segura o título de rainha de bateria da Estácio de Sá, o que significa cobrança em dobro e preparação em dobro. E uma certeza: quando a aula é com quem entende de lapidar estrela, o Carnaval deixa de ser improviso e vira construção.