Entre hits, looks e encontros, o Universo Spanta 2026 embala janeiro no Rio com noites que misturam rap, sertanejo, funk, pagode, axé e muito samba, além de passagens de escolas e blocos Foto: arquivo
Entre hits, looks e encontros: o clima do Universo Spanta 2026
De 16 a 26 de janeiro, o festival mistura samba, funk, rap, pop e Carnaval, com noites disputadas e um line-up que vai de Ivete e Ludmilla a Ana Castela e Lauana Prado
O Universo Spanta tem aquele jeito bem carioca de acontecer: você marca com um, encontra mais três, e quando vê já está no meio de uma noite que vira história. Em 2026, a programação segue até o dia 26 e vai costurando ritmos, cenas e personagens, com o Rio em clima de encontro e a música brasileira ocupando tudo.
A abertura do primeiro fim de semana começa na sexta, 16 de janeiro, com a Noite Preta. No Palco Guanabara, BaianaSystem se encontra com Rachel Reis, e BK’ chega como uma das vozes mais marcantes do rap nacional. No Palco Lapa, Rael divide a cena com Rincon Sapiência, Os Garotin levam a mistura de R&B, soul e pop, e Iscarlett, vencedora do Voa Sabiá 2025, também entra no roteiro. Na Passarela do Samba, o Bloconcé garante o agito com repertório dedicado à Beyoncé.
No sábado, 17, o Spanta mantém a tradição de misturar tudo. No Palco Guanabara, Ana Castela faz sua estreia no festival, MC Cabelinho convida Budah e Dennis fecha a noite com seus remixes. No Palco Lapa, tem Bloco Sofridão e o rapper 2ZDINIZZ. Na Passarela do Spanta, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira aparecem com bateria, passistas e mestre-sala e porta-bandeira, naquele aquecimento que já deixa o corpo entendendo que o Carnaval está logo ali. E no Palco A Roda, o grupo Cozinha Arrumada entra com energia de roda de terreiro e respeito às raízes do samba.
No domingo, 18, o Palco Guanabara vem com Ivete, Pixote e Lauana Prado. No Palco Lapa, a mistura típica do Spanta aparece com o Baile do Buchecha e o bloco Fogo e Paixão. Na Passarela do Samba, Beija-Flor e Vila Isabel ocupam a cena com hinos que atravessam gerações. E no Palco A Roda, Nego Álvaro comanda o samba.
A segunda semana começa na segunda, 19, com o Beco do Spanta seguindo com Arlindinho e recebendo Jorge Aragão, com Terreiro de Crioulo na abertura, mantendo o clima de roda e encontro.
A quinta-feira, 22, é do Baile da Glória, levando o funk para o centro da conversa, numa viagem pela história do ritmo, dos anos 70 e 80 ao afro-funk e ao chamado “ritmo de cria”. Entre os nomes, estão DJ Grandmaster Raphael e a Equipe Pipos, além do grupo Os Crias do Funk, formado por Buchecha e mais dez funkeiros: MC Bob Rum, Mano Kacau, Mano Teko, William do Borel, MC André do Alto, MC Danda, MC Amaro, MC Mascote, MC Sinistro e DJ Daddo. E entram também Puterrier e MC Nito, com DJ Rennan da Penha fechando no comando do Baile da Selva.
Na reta final, na sexta, 23, o Palco Guanabara recebe Joelma e Gloria Groove, numa noite que abusa de performance e coreografia. No Palco Lapa, Sidney Magal brinda o público, Natascha Falcão chega com o som da nova música pernambucana e o Sambay volta com convidados.
No sábado, 24, o Palco Guanabara reúne Ludmilla, Xande de Pilares e Filipe Ret. O bloco Chame Gente esquenta com participação de Emanuelle Araújo. E o samba também passa pelo projeto Encontros Casuais, comandado por Inácio Rios e Mosquito. Na Passarela, Salgueiro e Portela entram para lembrar que, no Rio, música e Carnaval vivem na mesma frase.
E para fechar, na segunda, 26, o Beco do Spanta encerra com Arlindinho e o show do Samba da Volta, em uma noite de samba, encontros e celebração.
No fim, o Spanta funciona justamente por isso: não é só uma sequência de shows, é uma soma de estilos e momentos que combinam com janeiro no Rio. Você escolhe a noite por um nome, mas acaba ficando pelo conjunto, pelo clima e pela sensação de que a cidade está toda no mesmo lugar, na mesma vibe.

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