Amanda Fróes posa ao lado do deputado estadual Carlos Minc durante o ato por justiça no caso do cão Orelha, realizado em CopacabanaFoto: rede social

“É uma mistura de impotência, culpa, raiva e dor.” Foi assim que a influenciadora Amanda Fróes definiu o que sentiu ao acompanhar o caso do cãozinho Orelha, brutalmente assassinado em Santa Catarina. Mãe de pet e defensora da causa animal, ela diz que a dor virou combustível para cobrar justiça e reforçar uma luta que faz parte da sua rotina.
Voluntária e integrante do time geral da ONG Indefesos, uma das maiores organizações de proteção animal do Rio de Janeiro, Amanda convive diariamente com denúncias de abandono e maus-tratos. Segundo ela, a realidade dos resgates exige preparo emocional e resistência.
“Todos os dias tem pedido de urgência. Aí saímos para resgate, abandono, irresponsabilidade, maus-tratos. A gente tem que ter sangue de barata. Se você for sensível, você não consegue participar de uma ONG de resgate”, afirma.
Apaixonada por animais desde criança e assumidamente mãe de pet, Amanda também é dona de um porquinho que se tornou conhecido nas redes sociais, reforçando ainda mais sua ligação com a causa. Ao comentar o caso de Orelha, ela relembra o impacto emocional de cada nova informação.
“Eu chorava toda vez que via uma matéria falando do Orelha. Doía muito. Aí eu falei para mim mesma: Amanda, engole o choro. Chorar não vai trazer o Orelha de volta. Vou lutar por justiça. É uma mistura de impotência, culpa, raiva e dor. A morte do Orelha não vai ficar impune”, conclui.