Diante da urna, o eleitor tem um encontro com sua consciência e com o Brasil que desejaAgência Brasil
O país que caminha na escolha de cada eleitor
Cada voto carrega escolhas, valores e responsabilidades. No domingo, é hora de expressar que caminhos desejamos para o presente e o futuro do país.
Está chegando a hora. No próximo domingo, 4 de outubro, mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros estarão diante da urna eletrônica para escolher presidente da República, governador(a), dois senadores, deputados federais e estaduais. Na cabine de votação, cada eleitor terá um encontro consigo mesmo, com sua consciência e com suas convicções. Sem palanque, sem pressão, sem plateia. Apenas com a liberdade de decidir o caminho que considera melhor para seu estado e seu país.
Não pretendo ocupar este espaço para fazer propaganda eleitoral. Quero apenas fazer alguns pedidos que considero oportunos.
O primeiro: escolha pessoas comprometidas com a verdade. Democracia não combina com fake news, manipulação dos fatos ou com a transformação permanente do adversário em inimigo. Quem disputa um cargo público precisa compreender que a sociedade é maior do que qualquer partido, grupo ou projeto pessoal. O interesse público deve estar acima dos interesses particulares.
Meu segundo pedido: escolha quem tenha responsabilidade. Governar não é apenas prometer — é estabelecer prioridades, administrar recursos públicos, prestar contas e enfrentar problemas que, muitas vezes, não oferecem soluções fáceis. É preciso ter coragem para decidir, mas também humildade para ouvir as ruas. Um líder democrático precisa saber conviver com quem pensa diferente. Precisa respeitar as instituições, aceitar o resultado das urnas, reconhecer seus próprios limites e compreender que mandato é uma responsabilidade temporária, confiada pela sociedade.
Meu terceiro pedido: escolha quem tenha capacidade de transformar discurso em ação. O Brasil, tantas vezes apresentado como o país do futuro, precisa ser capaz de construir o presente. Um presente com mais empregos e oportunidades, educação de qualidade, saúde digna, menos desigualdade, mais ciência e tecnologia, infraestrutura capaz de sustentar o desenvolvimento e condições para que as pessoas possam acreditar — e trabalhar — por seus próprios sonhos.
Líderes de verdade precisam ser capazes de enxergar além da próxima eleição. Democracias maduras não podem viver eternamente de campanhas. Precisam viver de políticas públicas, instituições sólidas, diálogo e resultados que possam ser percebidos na vida cotidiana.
No domingo, cada eleitor fará suas escolhas. E nenhuma será exatamente igual à outra. Numa sociedade livre, pessoas diferentes enxergam o país por ângulos diferentes e atribuem pesos distintos aos seus sonhos, valores e prioridades. É justamente por isso que o voto importa. Porque votar é mais do que apertar alguns números na urna — é exercer uma liberdade que custou muito para ser conquistada e assumir a responsabilidade pelo país que queremos construir.
No domingo, diante da urna, o encontro será silencioso. De um lado, a máquina; do outro, a sua consciência. Entre as duas, a liberdade de decidir. Que saibamos fazer bom uso dela.

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