"Cadê meu rosto?", Sol Vega é apagada de cartaz e denuncia racismo em peça no RioFoto: Reprodução

Bomba nos bastidores do teatro infantil carioca! A ex-BBB Sol Vega, conhecida por sua participação marcante no Big Brother Brasil 4, denunciou um caso grave de racismo durante a produção do musical "A Menina e o Vampirinha", que estreará em setembro no Rio de Janeiro.

Sol foi escalada como protagonista da peça, ao lado de um ator negro. Mas quando o material de divulgação saiu... cadê Sol? A imagem usada no cartaz era a de uma menina branca, completamente diferente da atriz que de fato viveria o papel principal.

Nas redes sociais, Sol não se calou e fez um forte desabafo. "Eu fui ver o flyer da peça e estava de uma menina branca. Sendo que eu sou a protagonista e sou negra, e o menino que é protagonista também é negro", iniciou ela.

A situação piorou quando ela foi tirar satisfação com o diretor da montagem. A resposta? Um choque. "Ele disse que eu estava com racismo de gente branca' e disse que não ia mudar", afirmou a ex-BBB.
E o desfecho? Após a denúncia, Sol foi removida do grupo do elenco no WhatsApp, e, na prática, expulsa da peça. A estreia está prevista para o dia 21 de setembro, no Barra Point, na Zona Oeste do Rio, com apresentações também no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias. Mas agora, o clima é de incerteza.
"É falta de consideração, sendo eu, uma mulher preta, fazendo a peça, no mínimo a arte tem que ser de uma menina preta. Por que colocar um branco lá se não é um branco que está fazendo? Que mundo que ele vive? De não aceitar que está errado", disse Sol, bastante nervosa.

Desde que deixou o BBB, Sol tem se dedicado intensamente à carreira artística, com formações, peças e participações em montagens no Teatro Miguel Falabella. A exclusão, segundo ela, é mais um reflexo de um sistema racista que insiste em invisibilizar artistas negros. "Isso me desanima muito, porque você quer mostrar sua arte. Eu me formei como atriz, fiz vários workshops, estudei em vários lugares. Estes dias, eu peguei um texto num dia, decorei e no outro dia estava apresentando lá no Teatro Miguel Falabella. Aí você é protagonista de uma peça que a peça não te divulga. Pelo amor de Deus. A gente sempre é escondido", lamentou.