Carlinhos MaiaReprodução do Instagram
Segundo o processo, divulgado pelo jornalista Gabriel Perline e ao qual a coluna Daniel Nascimento teve acesso, o motorista contou que trabalha para o humorista desde 2019, sem carteira assinada, e que confiava nas promessas de formalização do emprego.
Durante a vistoria, os agentes encontraram uma pistola Taurus calibre .40 com 15 munições, pertencente ao segurança.
Na ação, Decyo afirma que foi demitido sem receber verbas rescisórias, que nunca teve a carteira registrada e que ficou “com uma mão na frente e outra atrás”. Ele disse ainda que não conseguiu mais emprego no ramo por conta da ficha criminal que constava em seu nome até a absolvição.
A defesa de Carlinhos Maia negou qualquer responsabilidade e sustentou que o motorista e o segurança trabalhavam como freelancers, sem vínculo direto com as empresas. Argumentou também que a culpa caberia exclusivamente ao dono da arma, não ao contratante.
Após analisar o caso, a Justiça concluiu que não houve prova de vínculo empregatício nem de qualquer conduta de Carlinhos ou de suas empresas que pudesse justificar o pagamento de indenização. A sentença afirma que, embora o motorista tenha sido injustamente preso, “os réus não contribuíram para o ocorrido” e que a responsabilidade, se houver, deve ser cobrada diretamente do segurança que esqueceu a arma no carro.

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