Alexandre FrotaFoto: Reprodução
Exclusivo Alexandre Frota tenta reverter perda de mandato na Justiça e processo entra em fase decisiva
Condenado por calúnia e difamação, ex-vereador perdeu o cargo em 2025; ação já teve liminar negada e aguarda parecer do Ministério Público
Alexandre Frota voltou a ocupar os holofotes após se envolver em uma nova polêmica nas redes sociais. O ex-ator disparou uma declaração que gerou forte repercussão ao comentar questões raciais envolvendo Brunna Gonçalves, esposa da cantora Ludmilla. “Fala de racismo, mas o cabelo está loiríssimo”, escreveu Frota, provocando críticas e reações imediatas.
Diante da repercussão, a coluna Daniel Nascimento foi atrás e apurou que, paralelamente à controvérsia pública, Frota enfrenta um momento decisivo na Justiça, uma batalha que, talvez, pode encerrar de vez seu capítulo na política.
Em 2023, Alexandre Frota foi condenado pelos crimes de calúnia e difamação. Após o processo transitar em julgado, a Câmara Municipal de Cotia decretou a perda de seu mandato em 2025, com base na Lei Orgânica do município.
Inconformado, o ex-vereador ingressou com mandado de segurança contra o presidente da Câmara de Cotia, alegando violação ao devido processo legal e à ampla defesa. A ação conta ainda com a participação do Município de Cotia como terceiro interessado.
Em outubro de 2025, porém, Frota sofreu um duro revés. A Justiça negou o pedido de liminar que buscava suspender os efeitos da cassação. No entendimento inicial, a exigência constitucional de votação em plenário para perda de mandato se aplica a deputados e senadores, não sendo automaticamente estendida aos vereadores. A decisão destacou ainda que a legislação municipal prevê a perda do cargo em caso de condenação criminal definitiva, sem necessidade de deliberação colegiada.
Desde então, o processo segue em ritmo acelerado. Diversas petições foram protocoladas entre o fim de 2025 e o início de 2026, mantendo a disputa viva. Em janeiro deste ano, um novo despacho determinou que as partes se manifestassem sobre a possível perda superveniente do interesse de agir, após a notícia de extinção da punibilidade relacionada ao crime que deu origem à cassação.
Com o fim desse prazo, os autos deverão ser encaminhados ao Ministério Público para emissão de parecer, etapa considerada fundamental antes da decisão final. A Procuradoria do Município de Cotia já foi oficialmente intimada e passou a integrar a ação.
Entre polêmicas nas redes, condenação judicial e a tentativa de reverter a perda do mandato, Alexandre Frota vive mais um capítulo turbulento de sua trajetória.

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