Simone MendesReprodução / Instagram
A ação de R$ 1,3 milhão tramita na vara cível. Entre os pedidos estão indenização por danos materiais, reparos e reconstrução de estruturas da residência do guitarrista, além de R$ 1 milhão por danos morais, valor que ainda será analisado pela Justiça.
O episódio aconteceu em 6 de novembro de 2024, durante fortes chuvas em São Paulo. Segundo Léo, um muro relacionado à obra realizada no imóvel de Simone cedeu e uma grande quantidade de água, lama e entulhos atingiu sua residência.
Na petição, os advogados do músico sustentam que os responsáveis pela obra [Simone e o espso], teriam conhecimento da falta de um sistema adequado de drenagem e escoamento de águas pluviais e, mesmo assim, teriam dado continuidade às obras, o que teria contribuído para o desabamento.
Leonardo afirma que mensagens e e-mails entre representantes da obra e a administração do condomínio demonstrariam que o problema já era conhecido. O marido de Simone também é citado no processo: segundo o músico, ele teria contado a uma advogada amiga do músico que havia enviado diversos e-mails ao condomínio sobre a falta de drenagem. A administração do residencial, por sua vez, é acusada de ter conhecimento do problema e permitido a continuidade da obra.
Piano de R$ 400 mil e outros prejuízos
Leonardo relata uma série de prejuízos provocados pela invasão de água, lama e entulhos. Entre os bens atingidos estaria um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil.
Os estragos também teriam alcançado o pomar, a piscina e o lago de carpas. Uma das carpas de estimação do músico teria morrido após o local ser atingido, e o sistema de abastecimento de água da propriedade também teria sido danificado.
O valor total dos danos materiais ainda será apurado pela Justiça. Leonardo anexou ao processo documentos financeiros para sustentar que não busca vantagem financeira com a ação e que uma eventual indenização não mudaria seu padrão de vida. Os advogados afirmam ainda que, após o "pavor" vivido no desabamento, o músico adquiriu outros dois lotes para construir uma nova residência, tendo desembolsado cerca de R$ 2 milhões somente por um deles. Segundo eles, permanecer no atual imóvel teria se tornado "sinônimo de tristeza e medo", para o artista e sua família.
Perícia pedida por Simone passou a ser usada contra ela
Uma das principais provas usadas por Léo Stuart foi produzida em uma ação ajuizada pela própria Simone Mendes. Em dezembro de 2024, pouco mais de um mês após o desabamento, a cantora pediu a produção antecipada de provas para preservar vestígios e obter elementos técnicos que pudessem confirmar sua ausência de responsabilidade.
Leonardo, porém, sustenta que Simone teria se antecipado judicialmente numa tentativa de atribuir a ele a responsabilidade pelo desabamento. A cantora chegou a apresentar um laudo particular que apontava falhas estruturais e ausência de drenagem no muro do músico.
Leonardo rebateu a tese afirmando que sua residência, adquirida do “Comandante Hamilton” e construída há mais de 25 anos, já havia enfrentado diversas tempestades sem problema semelhante. Segundo ele, o desabamento só ocorreu após o desmatamento e o início das obras no terreno de Simone, que teriam sido realizadas sem drenagem e escoamento adequados.
A perícia judicial, no entanto, teve conclusão desfavorável à cantora. O engenheiro Walmir Pereira Modotti apontou que o muro do imóvel de Simone não possuía drenagem nem estrutura adequada para suportar esforços horizontais e que, com o solo saturado pelas chuvas, teria funcionado como uma espécie de "barragem", pressionando o muro de Leonardo até o colapso.
O resultado passou a ser usado pelo músico contra Simone. Nos autos, seus advogados afirmam que a perícia "ratificou o que já se sabia". A conclusão também foi reproduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que relacionou o colapso à falta de estrutura de suporte no muro do imóvel da cantora e à ausência de drenagem.
Justiça determinou reparos
Na ação de indenização, a Justiça concedeu tutela de urgência e determinou a paralisação da obra, a reconstrução dos muros e a restauração das partes danificadas da propriedade de Leonardo, no prazo de 30 dias úteis, sob multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.
Simone recorreu, mas não conseguiu reverter a decisão. Em abril, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, por unanimidade, a medida. A cantora, no entanto, segue tentando reverter o caso. Há algumas semanas, a defesa de Simone apresentou um Recurso Especial e tenta agora levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Apesar das decisões desfavoráveis nesta fase, o pedido de R$ 1 milhão por danos morais contra Simone ainda não teve julgamento definitivo. A ação continua em andamento.
Vale lembrar que as afirmações de que Simone, seu marido, representantes da obra ou o condomínio já teriam conhecimento dos problemas de drenagem antes do desabamento são alegações de Leonardo e sua defesa e, até o momento, não constituem conclusão definitiva da Justiça.
A coluna procurou a assessoria de Simone Mendes para comentar o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.






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