Margem do consignado voltou para 45%Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Uma notícia recente que impacta o bolso de milhões de aposentados: a margem do crédito consignado do INSS voltou de 40% para 45% do valor do benefício. A mudança aconteceu de forma silenciosa — o Congresso simplesmente não votou a Medida Provisória 1.355/2026 dentro do prazo de 31 de agosto, e o texto perdeu a validade automaticamente.

A MP 1.355/2026 havia reduzido temporariamente a margem de 45% para 40% como parte das medidas de proteção ao aposentado aprovadas no início do ano. Como toda MP, precisava ser aprovada em até 120 dias — prazo que venceu em 31 de agosto sem votação. Com a perda da validade, voltou a regra anterior.
A margem de 45% é dividida em três partes: 35% do benefício para empréstimos pessoais consignados; 5% exclusivos para cartão de crédito consignado; e 5% para cartão consignado de benefício. O recálculo foi iniciado pela Dataprev em 1º de setembro e os novos valores já estão disponíveis no Meu INSS.

Na prática, um aposentado que recebe R$ 1.621,00 passou a ter até R$ 729,45 disponíveis para comprometer com empréstimos — contra R$ 648,40 antes. São quase R$ 81 a mais de margem por mês. Mas atenção: quem já tem contratos ativos terá as parcelas descontadas do cálculo — o que importa é a margem livre, não a total.

Mas atenção: margem maior não significa que contratar mais é uma boa ideia. O consignado é descontado diretamente do benefício todo mês — comprometer 45% significa que quase metade do dinheiro já sai comprometida antes de chegar na conta. Antes de contratar, calcule o impacto real nas despesas mensais e avalie se o crédito é necessário.

O que fazer: acesse o Meu INSS com CPF e senha Gov.br e consulte sua margem em "Empréstimos". Veja quanto já está comprometido e quanto de margem livre existe. Se for contratar, compare as taxas entre bancos pelo app antes de fechar — e lembre-se que desde 20 de maio a confirmação por biometria facial é obrigatória para novos contratos.

A volta dos 45% amplia o acesso ao crédito — mas crédito maior não é sinônimo de vida melhor. Use a margem com consciência, compare as taxas e nunca comprometa mais do que precisa da sua aposentadoria.

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