Aulas ao ar livreDivulgação

Não se chega ao macro sem o desenvolvimento do micro. Apesar da linguagem econômica, essa ideia se aplica perfeitamente aos problemas ambientais debatidos neste momento na COP30. Será que boa parte deles não teria surgido se fosse feito um trabalho de base?
Ou seja, a educação — e, por meio dela, a conscientização. É na escola que se concentra boa parte da formação do cidadão do futuro, trabalhando as novas gerações. Essa introdução vaga e aparentemente abstrata no início deste texto pode ser sintetizada através do exemplo a seguir, vindo do município de São Gonçalo, na periferia do Rio de Janeiro.
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Desenvolvido pelas coordenadoras Marianna Orioli e Lorena Ramos, o projeto “Estudo Vivo” coloca os alunos em contato direto com a natureza, em uma espécie de aula prática informal, promovendo os conceitos de preservação da fauna e da flora.

“Acreditamos que o estudante que tem contato com a natureza e pode observá-la de perto se torna mais consciente quanto à necessidade de protegê-la, e é isso o que a gente vem fazendo com o Estudo Vivo. As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) em São Gonçalo são espaços onde a fauna e a flora podem ser apreciadas ao máximo. Entender a importância de preservar o hoje pode fazer com que essas crianças se tornem os adultos de amanhã com foco na sustentabilidade, na conservação e no cuidado e respeito com o outro e com o meio ambiente”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Transportes, Fábio Lemos.

Entre as visitas, alunos da Escola Municipal Albertina Campos, no bairro Mutuá, estiveram na Área de Proteção Ambiental (APA) Estâncias de Pendotiba. O conceito básico é promover a conscientização sobre a importância da biodiversidade, ensinando aos jovens, desde cedo, a cuidar do planeta para que se tornem cidadãos conscientes e responsáveis.

Entre os temas colocados em pauta: crimes ambientais e resgate da fauna através da Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), mantida também no município. Os estudantes participaram de uma dinâmica sobre sons da fauna, simulando o ambiente de uma floresta, e ainda realizaram o plantio de uma muda de manacá-da-serra.

“A APA é um local de preservação e é muito importante mostrar isso para os alunos. Essa experiência vai além do que eles aprenderam nos livros e vai ficar para sempre. Por isso escolhemos o quinto ano, que é o último da nossa escola. Esses alunos têm várias curiosidades e aprenderam muito aqui hoje”, destacou Carla Natália Souza, orientadora pedagógica da unidade de ensino do Mutuá.